"Sniper Americano": herói ou assassino?

Chris Kyle é considerado o mais letal atirador da história militar dos Estados Unidos - com o seu novo filme, "Sniper Americano", Clint Eastwood faz o retrato íntimo das suas quatro missões no Iraque.

Desde os tempos em que encarnou a personagem do detetive Harry Callahan, nomeadamente em A Fúria da Razão (1971) e Harry - O Detetive em Ação (1973), Clint Eastwood não é estranho aos mais diversos confrontos políticos, trans-versais à sociedade americana. O seu novo filme como realizador - Sniper Americano (estreia quinta-feira) - volta a estar no centro de um debate que, de uma maneira ou de outra, remete para o envolvimento militar dos EUA no Iraque, na sequência dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Em boa verdade, o filme não se apresenta como uma tese global sobre a Guerra do Iraque. Trata-se, aliás, de uma narrativa obsessivamente concentrada na figura verídica do american sniper Chris Kyle. Texano, nascido em Odessa a 8 de abril de 1974, Kyle inscreveu-se na Marinha, nos United States Navy Seals, em 1999 - cumpriu quatro missões no Iraque, entrando para os registos oficiais como o mais letal sniper na história militar dos EUA. Foi autor de 160 tiros certeiros, admitindo-se que esse número possa ascender a 255 (apenas são registadas as ocorrências confirmadas por, pelo menos, uma testemunha).

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