SIC Caras com emissão sem comentários

Estação de Carnaxide volta a ser a televisão oficial dos prémios. Sílvia Lima Rato e João Lopes comentam na SIC.

A partir da meia-noite de hoje, se quiser acompanhar os Óscares através da televisão portuguesa, tem duas opções. Sintonizar a SIC, onde é transmitido o espetáculo apresentado por Chris Rock com comentários da jornalista Sílvia Lima Rato e do crítico de cinema João Lopes ou selecionar o canal de cabo SIC Caras (disponível nas plataformas MEO e NOS).

O canal temático da estação de Carnaxide transmite, a partir das 23.00, em direto do Dolby Theatre, em Los Angeles, a chegada de atores e demais celebridades. Depois de sensivelmente uma hora de momentos de passadeira vermelha, a cerimónia de entrega das estatuetas douradas é transmitida na íntegra, sem comentários. Amanhã, às 19.15 e à meia-noite, a SIC Caras volta a emitir na íntegra a cerimónia dos Óscares, mas desta vez com legendas. Desde quarta-feira que a estação de Carnaxide tem feito reportagens em direto a partir de Los Angeles, onde estão os enviados especiais Rui Pedro Tendinha e Rita Andrade. Diogo Morgado, Daniela Ruah, Joaquim de Almeida e Maria João Bastos, que se encontram ora a trabalhar ora de passagem por Hollywood, foram entrevistados. No ano passado, a SIC transmitiu pela primeira vez os Óscares. Nos 17 anos anteriores, os direitos de transmissão pertenciam à TVI (e, antes disso, à estação pública de televisão).

Ao contrário de cerimónias de entrega de prémios como os Brit Awards (transmitidos em direto, sem custos adicionais ou restrições, tanto no site oficial do formato como no Youtube), os telespetadores que não vivem nos EUA não podem ver a cerimónia através da internet (de forma legal, claro). O site e a aplicação para smartphones da ABC (televisão oficial dos Óscares) transmitirão a passadeira vermelha e a gala mas o acesso está restrito a quem viva em território norte-americano. Do Brunei a França, das Ilhas Salomão ao Canadá, passando pela Rússia, China, Espanha e, claro, Portugal, espera-se que, esta noite (ou tarde, ou manhã, consoante o fuso horário), milhões estejam sentados em frente aos ecrãs, a ouvir as piadas de Chris Rock e a fazer apostas sobre a potencial vitória de Leonardo DiCaprio.

Em 2015, cerca de 37 milhões de telespetadores assistiram ao espetáculo conduzido pelo ator Neil Patrick Harris. Números modestos, quando comparados com os quase 44 milhões que, em 2014, assistiram à emissão que teve Ellen Degeneres como anfitriã. De recordar que foi precisamente nesse ano que a expressão break the internet ("quebrar a internet") ganhou o seu pleno significado, com a selfie de Degeneres (na qual também estavam nomes como Jennifer Lawrence e Meryl Streep) a ser retuitada 3,3 milhões de vezes (foi a publicação mais partilhada nas redes sociais em 2014).

Na era em que o streaming e as redes sociais complementam e, por vezes, substituem os ecrãs tradicionais, dificilmente a ABC registará os 57 milhões de telespetadores de 1998. De recordar essa edição, apresentada por Billy Crystal, sagrou Titanic como melhor filme do ano.

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