Revolução celebrada nos palcos e ruas do País

O 25 de Abril é comemorado de Norte a Sul do País de domingo para segunda-feira com concertos, fogo de artifício e marchas um pouco por todo o País.

Dos cantores Jorge Palma e Paulo de Carvalho ao grupo Deolinda, os 37 anos da "Revolução dos Cravos" serão festejados com os mais diversos ritmos. No domingo, Jorge Palma e os Deolinda atuam às 22:00 no Seixal, no palco da Praça 1.º de Maio. Entre os dois concertos há fogo de artifício sobre a baía da cidade. Paulo de Carvalho canta às 23:00 em Setúbal, no largo da Misericórdia. Antes actua Mazgani. Cristina Branco leva o espectáculo "Abril", com canções de José Afonso, ao Cine Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, a partir das 22:00.

Em Coimbra, no Ateneu, perto da Sé Velha, há, depois das 00:00 de segunda-feira, a "Queima do Fascismo" e a actuação do "Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra". Os Diabo na Cruz, Expensive Soul & Jaguar Band atuam em Odemira, no Largo Brito Pais, a partir das 22:00 de domingo. Em Vila Real, a rádio Douro FM, 91.4, põe no ar às 23:00 um programa sobre o 25 de Abril de 1974 - "O legado histórico nas gerações contemporâneas". Em Montemor-o-Novo, às 21:30, o Auditório da Biblioteca Municipal de Almeida Faria acolhe o espectáculo "Carta ao Zeca", com Samuel Quedas e José Jorge Letria. Depois há arruada pelas ruas da cidade com a Banda da Sociedade "Carlista".

Na terça-feira, um dia depois da efeméride, às 17:00, o Centro de Documentação 25 de Abril e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra inauguram a exposição "O 25 de Abril nos Cartoons de A Bola", composta por uma selecção de 25 cartoons de João Martins sobre a revolução de 1974, originalmente publicados no jornal "A Bola" entre Maio e Dezembro daquele ano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.