Restos de escultura encontrados no Cairo poderão ser de estátua do faraó Psametik I

Os restos de uma grande estátua encontrados recentemente no Cairo, poderão representar Psametik I, que governou o Egito entre os anos 664 e 610 antes de Cristo.

Segundo os primeiros estudos realizados por uma equipa de investigadores "alguns hieróglifos e estudos iniciais sobre os fragmentos do colosso revelam que pertencia ao rei Psametik I", informou fonte oficial num comunicado, acrescentando que se trata para já apenas de uma hipótese.

A nota precisa que na parte de trás do tronco é visível um dos cinco nomes por que era conhecido o faraó. E acrescenta que a estátua, cujo tamanho original era de nove metros de altura, foi esculpida em quartzito da pedreira de Al Yebel al Ahmar.

Os dois fragmentos da estátua foram encontrados por uma missão germano-egípcia em 07 de março, a dois metros de profundidade, numa zona de águas subterrâneas do popular bairro de Al Matariya, onde se localizava a antiga cidade de Heliópolis.

Os restos do colosso foram encontrados junto aos de outra estátua, do faraó Seti II (1200-1194 A.C. antes de Cristo), neto de Ramsés II (1279-1213 A.C.).

Em setembro passado, arqueólogos egípcios e alemães descobriram na mesma zona blocos e fragmentos de estátuas que apontavam para a existência de um templo dedicado a Ramsés II, ao qual pertenciam os restos encontrados.

Na zona em questão situava-se o templo de Heliópolis um dos maiores do Egito, do qual restaram poucos vestígios já que blocos e obeliscos foram saqueados desde a época do Império Romano, e durante as sucessivas dinastias muçulmanas, para construir edifícios na antiga Roma, em Alexandria e no Cairo.

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