Recorde de mais de 44 mil visitantes na Open House Lisboa

A sexta edição do Open House Lisboa, que decorreu no fim de semana em 87 espaços da cidade abertos ao público, recebeu 44.217 visitas, um número recorde desde o lançamento do evento, anunciou hoje a organização.

Organizado pela Trienal de Arquitetura de Lisboa, a iniciativa teve este ano, no roteiro, mais espaços privados, habitualmente inacessíveis ao público, sendo que 50 deles já figuraram em edições passadas e 37 eram espaços novos.

De acordo com a organização, a adesão ao evento mais do que duplicou o número de visitas, já que registou cerca de 18.000 na edição anterior.

No topo da lista dos espaços mais visitados estavam a Igreja de São Roque, o Panorâmico de Monsanto, o Museu dos Coches, Reservatório da Mãe d'Água e o Palácio Chiado.

Nesta edição também decorreram três programas adicionais: o programa Open House Junior, dedicado aos visitantes mais jovens (dos três aos 16 anos), o Programa Plus e o novo Programa de Acessibilidades, visitas e percursos específicos para as pessoas que têm limitações físicas.

Teatros, igrejas, museus, casas privadas, escolas, palácios e alguns espaços habitualmente fechados ao público são abertos durante o Open House, alguns deles de forma excecional, para as visitas livres ou guiadas por especialistas.

A iniciativa foi lançada em Londres, em 1992, pela arquiteta e curadora britânica Victoria Thornton, e já passou por cidades como Oslo, Nova Iorque, Roma, Helsínquia, Praga e Buenos Aires.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.