Quem quer ver Buster Keaton a correr ao ritmo das baterias?

Até 6 de maio, o festival Indie Lisboa tem também filmes e atividades para os mais novos.

Quim Albergaria é baterista dos Paus e tem uma filha "a quem dá música todos os dias". Ricardo Martins também é baterista, atualmente nos Pop dell'Arte, e tem experiência no ensino. Ambos estão habituados ao exigente público de palmo e meio que vai estar amanhã na sessão especial de curtas metragens com música ao vivo do IndieJunior - Strá... tum... pschh dois bateristas dão som aos filmes (Culturgest, Lisboa, 16.00).

A sessão abre com A Febre do Xadrez, uma comédia soviética sobre a obsessão dos russos pelo jogo de tabuleiro, seguindo-se Polícias, um dos filmes de perseguição de Buster Keaton. São dois filmes mudos (curtos) que os dois bateristas vão acompanhar.

Este ano, o IndieJunior, secção infanto-juvenil do festival Indie Lisboa, tem sessões no Cinema Ideal, Culturgest, Biblioteca Palácio Galveias e Cinema São Jorge. Para além dos filmes, cuja programação completa pode ser consultada AQUI, há ainda a programação de oficinas e outras atividades paralelas.

Por exemplo, a oficina O teu "animanimal" (dia 1 de maio, às 16.00 no São Jorge), com a realizadora alemã Julia Ocker, que vem a Lisboa partilhar com os mais pequenos de onde vêm as ideias para os seus filmes, como Zebra, Lobo ou Pinguim, que é apresentado este ano no festival. Numa cine-oficina, a bailarina e coreógrafa Yola Pinto vai propor, a partir do filme Coisas e Maravilhas 2022, uma imersão no trabalho da artista plástica Anne Vasof, com exercícios de corpo para toda a família (domingo, dia 29, às 11 horas, no São Jorge).

No dia 5 de maio, sábado, pelas 16.00, logo a seguir à essão de curtas para todas as idades Tu cá tu lá, começa o Bailarico!, com DJ sets e refrecos na rua coberta da Cutlurgest. A entrada é livre.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.