Prémios dos Atores distinguem "O Caso Spotlight" e confirmam favoritismo de Dicaprio

Os prémios do Sindicato de Atores dos Estados Unidos foram anunciados este sábado

"O Caso Spotlight", baseado na investigação jornalística sobre abusos sexuais a menores na igreja católica, foi hoje premiado como melhor filme do ano pelo Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG), atribuídos em Los Angeles.

Leonardo DiCaprio (The Revenant - O Renascido) e Brie Larson (Room - O quarto de Jack) conquistaram os prémios de melhor ator e melhor atriz.

Nas categorias televisivas, Downton Abbey ganhou o prémio de melhor série de drama e Orange is the New Black venceu na categoria de melhor série de comédia, numa gala que primou pelo reconhecimento a atores negros, depois de instalada a polémica pela alegada falta de diversidade nas nomeações para os Óscares.

A 22.ª edição dos prémios do SAG decorreu no Shrine Exposition Center, de Los Angeles (Califórnia).

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?