Polícia recupera obra de Munch roubada em 2009

História, datada de 1914, foi roubada de uma galeria em Oslo. Trata-se de uma litografia avaliada em 240 mil euros

Uma litografia de Edvard Munch, roubada de uma galeria de arte em Oslo em 2009, foi encontrada no início da semana e dois homens foram detidos por "encobrimento agravado", anunciou hoje a polícia norueguesa.

O desenho do pintor que é reconhecido internacional pela obra O Grito está intacto, segundo precisou a polícia de Oslo, num comunicado.

A litografia em questão, intitulada História, mostra um homem de idade, com barba, que está vestido com roupas remendadas e que está a falar com um rapaz.

A obra foi roubada em novembro de 2009 por um desconhecido que partiu a montra da galeria Nyborg Kunst, em Oslo.

O valor estimado da litografia ronda os 240 mil euros, mas os peritos acreditam que o facto de a obra ser muito conhecida terá dificultado a sua venda no mercado de arte.

A polícia referiu que a obra foi recuperada na segunda-feira, sem especificar pormenores da operação.

Dois homens foram detidos no início da semana por "encobrimento agravado", mas não pelo roubo da obra. A identidade dos suspeitos não foi revelada.

A obra do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944), um dos precursores do expressionismo alemão, tem sido alvo de diversos roubos nos últimos anos. Uma das obras do pintor que já foi roubada foi precisamente O Grito, depois recuperada.

Em 2020 deverá abrir em Oslo o Museu Munch que vai juntar 28 mil objetos doados pelo artista à cidade antes de morrer, em 1944. O projeto é do atelier de arquitetura espanhol Estudio Herreros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.