Petições pedem David Bowie nas notas de 20 libras e em Marte

Há várias petições na Internet desde que o músico morreu. Há até uma contra a sua morte

São mais de uma dúzia as petições criadas no site Change.org desde a morte de David Bowie, aos 69 anos, no domingo, vítima de cancro. Umas concretizáveis; outras nem tanto. Basta ver aquela que tem como título "Diz não à morte de David Bowie". Foi criada por uma italiana, na segunda-feira, e atualmente já tem mais 9.900 assinaturas.

Há uma outra, aquela que parece reunir mais apoio, que pede a imagem de David Bowie nas notas de 20 libras. Lembra a petição que o Banco de Inglaterra está prestes a anunciar o sucessor do economista e filósofo escocês Adam Smith, que figura desde 2010 nessas notas. "Não há melhor pessoa para estar nas notas de 20", lê-se.

Segundo o The Telegraph, o Banco de Inglaterra informou em maio do ano passado que procurava alguém da área das artes visuais para ser o novo rosto da nota, abrindo um inquérito à população, que terminou em junho. No entanto, mais de 12.500 pessoas acreditam que ainda é possível ter David Bowie a circular de mão em mão nas notas de 20.

Há também quem queira ver David Bowie numa edição especial de selos.

Quase quatro mil querem que Marte mude de nome... para David Bowie, claro está. "Ele inspirou milhões através da sua arte e música, especialmente com o seu fascínio pelo espaço, planetas e e vida extraterrestre", diz outra petição sobre o intérprete de "Life on Mars".

"Ele deu-nos tanto. Um pedaço da galáxia em troca é apenas uma gota no universo", conclui.

Na mesma linha de pensamento, outras petições pedem que a próxima estrela a ser descoberta tenha o nome do intérprete de "Starman". Quase oito mil pessoas assinaram uma; 370 assinaram outra.

Um funeral de estado para o artista. Um museu. Uma moeda. Uma praça em Barcelona. O nome de uma rua. São inúmeros os pedidos feitos pelos fãs de Bowie. Há até quem o queira no lugar de Donald Trump. Mas essa sugestão só tem o apoio de 18 pessoas.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.