Paul McCartney triste com morte de "segundo pai"

O ex-Beatle elogia George Martin, que foi o produtor responsável pelo sucesso do grupo.

George Martin era "um cavalheiro e como um segundo pai", reagiu hoje o músico Paul McCartney ao anúncio da morte do lendário produtor dos Beatles.

"Ele guiou a carreira dos Beatles com um tal talento e um tal bom humor que se tornou um verdadeiro amigo para mim e para a minha família", adiantou o ex-Beatle na sua página na Internet.

A morte do produtor musical britânico George Martin, aos 90 anos, foi anunciada hoje pela sua família. Depois de ter juntado John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, o produtor musical da banda ficou conhecido como o "quinto Beatle".

"Desde o dia em que conseguiu o primeiro contrato de gravação para os Beatles até à última vez em que o vi, foi a pessoa mais generosa, inteligente e musical que conheci", escreveu o cantor/compositor, declarando-se "muito triste".

McCartney recordou a decisão de Martin de juntar um quarteto de cordas no single "Yesterday" e a sua diplomacia em conseguir o acordo da banda.

"O mundo perdeu um verdadeiro grande homem que deixou uma marca indestrutível na minha alma e na história da música britânica", adiantou.

Os icónicos estúdios Abbey Road, onde Martin e a banda trabalharam, divulgaram um comunicado exprimindo "sentidas condolências" à família do produtor.

"'Sir' George transformou a gravação de música com o seu talento criativo, inovação e paixão", indicaram, declarando o seu compromisso "em assegurar que o legado visionário" do produtor "viva para sempre no Abbey Road Studios".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.