Pablo Neruda visto e revisto por Pablo Larraín

"Neruda", Pablo Larraín

É provável que alguns espectadores vejam este retrato de Pablo Neruda (1904-1973), assinado pelo chileno Pablo Larraín, como uma nova derivação do seu gosto biográfico patente em Jackie, o filme com Natalie Portman sobre Jacqueline Kennedy.

Na verdade, Neruda é anterior, tendo sido revelado o ano passado, em Cannes.

Tal como em Jackie, o impulso biográfico surge condensado em alguns eventos muito particulares: seguimos a atividade política do poeta (Luis Gnecco) a partir da vigilância de um inspector da polícia (Gael García Bernal) que, com uma surpresa de algum modo partilhada com o espectador, descobre em Neruda as marcas de uma sensibilidade nacional que não é de todo estranha à sua visão do mundo. Evitando esquematizar as personagens, Larraín volta a deslumbrar-nos com as contradições internas do fluxo histórico.

Classificação: *****

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.