Os muitos rostos de Harrisson Ford

É um genuíno ator de "composição" que transcende o registo de herói de aventura e ficção científica

Embora correndo o risco de ofender os militantes da ficção científica, podemos reconhecer, sem sectarismos, que a imagem de Harrison Ford como herói mais ou menos galáctico - interpretando Han Solo (Star Wars) ou Rick Deckard (Blade Runner) - está longe de fazer justiça à variedade do seu trabalho. Podemos acrescentar a saga de Indiana Jones, por certo a personagem que se lhe colou como uma segunda pele. Mesmo assim, fica por ilustrar a "outra" dimensão do ator. A saber: a vocação para papéis capazes de desafiar as regras dos próprios modelos em que se inspiram.

Lembremos o exemplo de A Testemunha (1985), magnífico thriller de Peter Weir passado numa comunidade Amish. Ou O Regresso de Henry (1991), de Mike Nichols, em que compunha um homem que tentava superar uma dramática situação de amnésia. Ou ainda Perigo Íntimo (1997), derradeira realização do grande Alan J. Pakula, em que Ford contracenava com Brad Pitt num invulgar jogo verdade/mentira.

Estamos, afinal, perante um paradoxo algo desconcertante: por um lado, há em Ford a vocação e o charme dos grandes heróis; por outro lado, ele possui as qualidades de um clássico ator de "composição", podendo explorar registos de intensidade emocional muito contrastada. O melodrama Encontro Acidental (1999), de Sydney Pollack, ou o filme de terror A Verdade Escondida (2000), de Robert Zemeckis, podem ser outros exemplos da sua versatilidade. Em qualquer caso, há rumores que apontam para uma sequela de Indiana Jones, a lançar em 2020 - Harrison Ford terá "apenas" 78 anos...

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".