O Sol da Caparica volta a Almada de 16 a 19 de agosto de 2018

A organização do festival O Sol da Caparica, que terminou hoje, anunciou através de uma 'newsletter' que o evento regressa a Almada no próximo ano, de 16 a 19 de agosto.

A edição deste ano do festival, que começou na quinta-feira e que acabou hoje à tarde no parque urbano da Costa da Caparica, em Almada, contou com nomes como Mariza, Bonga, Mafalda Veiga, Xutos & Pontapés, Carlos do Carmo, António Zambujo, Virgul e Bispo, Trovante, Matias Damásio, Sean Riley & The Slowriders, Samuel Úria, Quatro e Meia e de Luís Represas, que substituiu Rita Guerra, que cancelou a sua participação.

O diretor artístico do festival, António Miguel Guimarães, disse à Lusa no arranque do evento que esperava atrair para a Costa da Caparica cerca de 65 mil pessoas ao longo dos quatro dias do festival, apesar de o espaço permitir a entrada de mais pessoas.

"Não queremos 'overdose' de público, queremos que as famílias se sintam bem e temos mais de quatro mil lugares sentados. Acredito que vamos atingir os 65 mil visitantes", defendeu o responsável.

O festival O Sol da Caparica, que aposta na língua portuguesa e na lusofonia, dividiu-se este ano por quatro palcos e três espaços, um totalmente dedicado aos praticantes de 'skate' e outro dedicado ao surf.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.