Ópera de Sydney não fecha para remodelação

Intervenção no edifício custa 140 milhões de euros e começa em 2017

O famoso edifício da Ópera de Sydney vai ser alvo de obras de remodelação. Melhorar a acústica da sala principal e a operacionalidade de todo o complexo são os principais objetivos do plano, orçado em 140 milhões de euros, que deverá começar em 2017 e terminar em 2020. Os trabalhos serão planeados de forma a que a ópera, que recebe 8,2 milhões de visitantes por ano, nunca deixe de funcionar.

Esta será a maior remodelação desde a inauguração do edifício, em 1973. Jan Utzon, filho de Jorn Utzon, o arquiteto dinamarquês que concebeu o edifício, seguiu as pisadas do pai. Ele pertence ao Painel de Eminentes Arquitetos da Ópera de Sydney. Diz que o pai tinha consciência de que o edifício precisaria de mudar ao longo do tempo para se adaptar às necessidades da época, conservando a integridade da arquitetura.

"A Opera House de Sydney é um símbolo da Austrália. É nossa responsabilidade como cuidadores deste lugar extraordinário mantê-lo e renová-lo para todos os australianos", disse Tory Grant, vice-primeiro-ministro do estado de Nova Gales do Sul. "Por isso estamos a investir mais de 220 milhões de dólares nestes maravilhosos projetos, a maior renovação da Ópera desde que abriu há 43 anos."

A maior fatia do orçamento vai para a sala de concertos. A acústica será melhorada, com a instalação de um novo teto acústico e refletores para distribuir o som. O projeto, que contou com a colaboração dos músicos da Orquestra Sinfónica de Sydney, contempla ainda a instalação de um sistema surround em 3D. Também o palco e os acessos serão alvo de intervenção, assim como a teia do teatro. Este espaço estará fechado durante 18 meses, a partir de meados de 2019 - passando os espetáculos para o Joan Sutherland Theatre, que também integra o complexo da Ópera. No final, a sala de concertos terá "uma das melhores acústicas do mundo", acredita Rory Jeffes, diretor da orquestra. E quem ganha, "será o público", salienta.

Novo centro educativo

Estes trabalhos vão ainda trazer ao edifício, classificado como Património da Humanidade em 2007, um centro educativo criativo, destinado a crianças e jovens. Aqui vão decorrer workshops e performances direcionadas ao público infantil e às famílias. Também a zona do foyer vai ser alvo de intervenção, assim como o Joan Sutherland Theatre.

Louise Herron diz que "a Opera House é uma obra-prima do génio humano criativo". A CEO da Ópera considera que esta "excedeu as expectativas de toda a gente, desde a escala, diversidade e intensidade das performances e eventos à enorme variedade de visitantes que atrai de todo o mundo".

A Ópera de Sydney é a primeira atração turística da Austrália. Os seus 8,2 visitantes geram um retorno de mais de 520 milhões de euros.

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