Madalena Iglésias foi "marcante para uma geração"

Numa nota de pesar, Castro Mendes "lamenta profundamente a morte da cantora"

Madalena Iglésias, que hoje morreu, aos 78 anos, em Barcelona, foi "marcante para uma geração", afirma o ministro da Cultura, numa nota de pesar.

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, "lamenta profundamente a morte da cantora Madalena Iglésias", que foi "marcante para uma geração", lê-se no comunicado.

"A sua carreira internacional foi marcada por digressões à América do Sul", afirma o ministro que recorda as palavras de Madalena na sua fotobiografia, em que se referiu à sua carreira como "um caminho percorrido com entusiasmo, alegria, êxitos e algumas nuvens".

Uma "reveladora síntese do legado que nos deixa", atesta Castro Mendes.

A nota ministerial recorda a participação de Madalena Iglésias nos diferentes festivais e as suas vitórias, designadamente no Festival da RTP da Canção, em 1966, com "Ele e Ela", de Marco Canelhas, e em Espanha, onde venceu o de Aranda del Duero, em 1964.

"Antes disso, em 1960, tinha sido eleita na televisão espanhola, por votação popular, a 'Rainha da Rádio e da Televisão'", refere Castro Mendes.

"Ele e Ela", "Balada das palavras perdidas", "Na tua carta", "Poema de nós dois", "Eu vou cantando", "Não sou de ninguém", "Maus caminhos", "Setembro", "Romance da Solidão", "Onde Estás Felicidade", "Poema da vida", "Tu vais voltar", "Amar é vencer", "Tu és quem és" e "Silêncio entre nós" foram alguns dos seus êxitos da cantora.

Madalena Iglésias morreu hoje, em Barcelona, onde se realiza o velório a partir das 18:00 locais (17:00 de Lisboa), na sala 18 do Tanatório de Collserola.

Na quarta-feira é celebrada missa de corpo presente, pelas 16:15 locais, no tanatório, realizando-se em seguida o funeral, para o cemitério de Collserola, informou a família.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.