O polvo da BD já tomou a Grande Lisboa

Quatro exposições paralelas ao festival já abriram as portas em Almada, Lisboa e na Bedeteca da Amadora. Todas gratuitas.

A chuva que o furacão Joaquim trouxe este fim de semana fez com que a tinta demorasse mais a secar nesta trincheira instalada na Bedeteca da Amadora. À hora de almoço ainda não há quadros na parede mas tresanda a Jacques Tardi: um soldado de rosto ferido e triste, arame farpado, um corpo decepado. A paisagem da guerra desenhada em grande escala numa sala de exposições em obras a poucas horas da inauguração.

São quatro as exposições paralelas do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora - Amadora BD, este ano dedicado às crianças, que já se instalaram na Grande Lisboa. Este polvo da BD tem já quatro braços (e, alerta!, não ficará por aqui...).

Putain de Guerra - A Guerra das Trincheiras abriu ontem ao público. A poucos metros dos meninos Quim e Manecas, de Stuart Carvalhais, que vão à guerra solidários com a incursão de Tardi na I Guerra Mundial. As duas exposições estão na Bedeteca, onde os livros de tantos e tantos heróis respiram nas prateleiras.

Nelson Dona, o diretor do Amadora BD, orienta a colocação das pranchas de Tardi na trincheira de tinta fresca. A exposição incide em dois livros do autor francês, Putain de Guerre e A Guerra das Trincheiras. "Trabalhámos não à volta do Tardi, porque a obra é muito extensa, mas na relação com a exposição da Academia Militar [Dias da Memória - Portugal e a Grande Guerra] interessou-nos estes dois livros que são mais ligados às consequências da guerra."

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