O planeta Marte no cinema

Na estreia do novo filme de Ridley Scott, percorremos algum passado cinematográfico dos muitos títulos que revisitam Marte

Desde sempre os homens olharam o céu e pensaram sobre o que está para além dele. A chegada à Lua, em 1969, não representou o fim da fantasia. O alvo seguinte da imaginação passou a ser Marte, essa incógnita por desvendar, o lugar que deu nome aos marcianos. E há muito que a sétima arte fez deste planeta o palco da criatividade mais delirante, através de uma lista interminável de títulos.

Se o cinema de ficção científica no espaço tem o marco primordial em A Viagem à Lua, de Georges Méliès (1902), Marte terá surgido pela primeira vez no filme A Trip to Mars, de 1910, produzido por Thomas Edison. A história de um cientista que levita até ao planeta vermelho, depois de inventar um pó que anula a força da gravidade.

Fazendo a viagem em sentido contrário, a Terra é invadida pelos Marcianos em 1953, no filme Invaders from Mars, de William Cameron Menzies. E nesta produção de série B, a cores, os extraterrestres tomam o corpo dos humanos. Já em 1964, Robinson Crusoe on Mars, de Byron Haskin, replica o romance de Daniel Defoe no quarto planeta a contar do Sol, com um comandante de uma nave a ter de sobreviver na superfície inóspita e atestada de inimigos (também há um Sexta-feira, claro).

Em tempos recentes, Missão a Marte (2000), de Brian De Palma, é uma das mais bem conseguidas aventuras no espaço - também do ponto de vista formal -, com a humanidade à conquista do planeta, e dando uma surpreendente explicação para a famosa cara fotografada pela sonda Vicking 1, em 1976. Por sua vez, Fantasmas de Marte (2001), vigésima longa-metragem do veterano John Carpenter, é outro trabalho singular que instala uma espécie de mitologia western em Marte, com os humanos a serem, desta vez, os invasores - e até um comboio fantasma serve de adereço. Nova investida marciana aconteceu em 2005, com a Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, a juntar o tema da família ao travo de ficção científica, como já o fizera em E.T. - O Extraterrestre.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Ler mais

Exclusivos