O feitiço de Harry Potter instalou-se em Hollywood

The Wizarding World abriu com lotação esgotada. Há sapos de chocolate, cerveja amanteigada e magia por todo o lado

Às duas da manhã de quinta-feira já havia uma multidão na fila para a grande abertura do mundo mágico de J.K. Rowling em Hollywood. Os primeiros fãs a chegar à porta do The Wizarding World of Harry Potter foram para lá no dia anterior, vestidos de feiticeiros e de varinhas mágicas em punho. A loucura começou às 6.30 da manhã, quando finalmente as portas se abriram para a vila de Hogsmeade, enquanto choviam confetti e apareciam as cores das quatro casas de Hog-warts: Gryffindor, Slytherin, Ravenclaw e Hufflepuff.

"Trazer Hogwarts para Hollywood foi um desafio e uma aventura", disse o presidente da Universal Creative Mark Woodbury, na antestreia do espaço que fica dentro do parque da Universal Studios. "Estávamos à espera de uma grande resposta e tivemo-la, pela primeira vez esgotámos os bilhetes", frisou o executivo, no restaurante-estalagem Three Broomsticks. A semelhança com o mesmo local no terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, é incrível. É aqui que os visitantes poderão experimentar as delícias culinárias de Hogsmeade e provar as várias cervejas criadas por J.K. Rowling. Já a "cerveja amanteigada", Butter Beer, está à venda por todo o parque e é extremamente doce - beber em grandes quantidades pode resultar num surto de hiperglicemia, mas não deixará ninguém bêbedo.

"Aqui, a comida e a bebida são fantásticas", confirmou o ator Warwick Davis, ou Professor Flitwick, que passou os últimos três dias em eventos na celebração da abertura do parque. Ele e outras estrelas dos filmes: Tom Felton, que criou o maléfico Draco Malfoy, James e Oliver Phelps, que não são ruivos como os gémeos Wesley, e Evanna Lynch, que representou a adorável Luna Lovegood. Felton confessou a sua obsessão com os sapos de chocolate, uma delícia obrigatória com que Harry Potter travou conhecimento logo na primeira viagem no Expresso para Hogwarts.

Todos confirmaram o estado de encantamento em que ficaram desde que puseram os pés na versão californiana do Wizarding World. "A parte favorita de estar aqui é que dá para ver este mundo de forma realista, submergir nele", disse James Phelps. E a verdade é que se sente essa energia no espaço, que se divide em três partes: a vila de Hogsmeade, a escola de magia Hogwarts e a casa de Hagrid, onde está a montanha-russa Voo do Hipógrifo.

Os muggle e os feiticeiros

Há detalhes dos livros e dos filmes que só os fãs conseguem perceber, mas mesmo quem não conhece o universo vai entender a sedução deste mundo. "É um clássico moderno que toca um certo ponto no coração das pessoas", disse Mark Woodbury. E passa de geração em geração: entre o público que invadiu o parque havia crianças que já nasceram muito depois do primeiro filme, adolescentes que cresceram a ler os livros e adultos apaixonados por este mundo imaginário.

A loja Ollivanders, onde as varinhas mágicas escolhem os feiticeiros, a estação onde os estudantes apanham o Expresso para Hog-warts, o espetáculo do coro de sapos e o Triwizard Spirit Rally, os feitiços interativos espalhados pelo chão - tudo está montado para não parecer um parque de diversões. "Posso tirar uma fotografia?", perguntei à funcionária da estação de comboios, apontando para o compartimento de viagem feito com acessórios usados nos filmes. "Normalmente não permitimos tecnologias dos muggles, mas hoje é um dia especial e por isso sim", respondeu. As centenas de pessoas que trabalham neste mundo nunca saem da personagem, e quem não está vestido de feiticeiro é um muggle, alguém sem gota de magia no sangue. "A loja de doces [Honeydukes] faz-me voltar a ser criança!", atirou Evanna Lynch, confessando que tem quatro camisolas de Hogwarts mas falta de coragem para andar com elas na rua. Não aqui: no parque, estranho é ir vestido à Muggle.

"O nosso objetivo é transportar os fãs para dentro das histórias, vê--los passar por essa excitação, pô--los lá no meio. Parece que chegaram ao mundo do Harry Potter", resumiu Thierry Coup, vice-presidente da Universal Creative, ao descrever a atração Viagem Proibida. É uma mistura entre montanha--russa suave, experiência 3D e robótica, que nos leva a ver o universo mágico como se estivéssemos ao lado de Harry, Hermione e Ron, entre aranhas gigantes na Floresta Proibida, um jogo de Quidditch, um dragão a cuspir fogo e um bando assustador de Dementors. "O melhor é irmos primeiro andar nisto e depois comer", dizia uma "feiticeira" para o grupo de amigos na loja de ofertas que fica dentro de Hogwarts. Há tanto para ver que é difícil escolher.

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