O estafadíssimo fim do mundo

Os Últimos na Terra, Craig Zobel

O marketing dos circuitos mais independentes do cinema americano está cada vez mais feroz na promoção nas redes digitais. Um marketing capaz de fazer do mais banal jovem cineasta numa espécie de novo mestre instantâneo. Uma glorificação que cheira a negócio. O cineasta Craig Zobel, autor do muito celebrado Obediência, de 2012, parece ser um dos desses casos. Chega o "difícil segundo filme" e é vê-los a tombar, como este Z for Zachariah, atropelado no Festival Sundance.


Zobel assina uma história situada num mundo pós-apocalíptico, onde vemos cidades vazias e sem sobreviventes. Sem sobreviventes? Não é bem assim, há uma bela mulher que numa quinta abandonada vive sozinha. Mais tarde, aparece também um homem, alguém que sobreviveu de um ataque que julgamos nuclear. Mais tarde ainda, um outro viajante, também em busca de um local com condições de vida.
A sensação com que se fica é que o filme nunca arranca. Nesse pára-arranca-não-arranca, o espetador fica distraído com a cinegenia de Margott Robbie. Só isso. O filme sempre serve para pensarmos que ela é finalmente uma hipótese de sucessora de Nastassja Kinski.

Classificação: **

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