Nuno Vassallo é o novo diretor geral do património

Nuno Vassallo e Silva foi o escolhido para o cargo de Diretor-Geral do Património Cultural, anunciou hoje a Secretaria de Estado da Cultura.

O até agora Diretor-Adjunto do Museu Calouste Gulbenkian foi o eleito pelo secretário de Estado, Jorge Barreto Xavier, de entre os três candidatos selecionados pelo CRESAP (Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública): além de Vassalo, o subdiretor-geral do Património Cultural (DGPC), João Lopes dos Santos, e o vereador da autarquia de Beja, Jorge Pulido Valente.

De acordo com nota enviada pela secretaria de Estado, Nuno Manuel Veiga Vassallo e Silva é doutorado em História de Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É membro integrado do Instituto de Arqueologia e Paleociências da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e desde 1999 que exerce as funções de Diretor-Adjunto do Museu Calouste Gulbenkian. Foi conservador do Museu e Igreja de S. Roque, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (1992-1999) e técnico superior do Instituto Português do Património Cultural, desempenhando funções na Galeria de Pintura do Rei D. Luís, Palácio Nacional da Ajuda (1988-1992).

Nuno Vassallo vai substituir Isabel Cordeiro, que, no início de janeiro, revelou, em declarações ao jornal Público, que não se candidataria ao cargo, alegando "divergências profundas em relação àas estratégias para o património".

"Digo apenas que saio por uma questão de lealdade para comigo e para com o projeto que quis construir com as equipas desta casa. As divergências são exclusivamente de ordem técnica e têm a ver com aquilo que entendo serem as competências da DGPC e as suas linhas de atuação", disse Isabel Cordeiro.

Na altura, numa nota de imprensa enviada à Lusa, a Secretaria de Estado da Cultura, que tutela a DGPC, considerou que estas declarações de Isabel Cordeiro não eram "oportunas", mas decidiu que a atual equipa da DGPC deveria manter-se no cargo até à data da substituição.

À DGPC cabe assegurar a gestão, salvaguarda, valorização, conservação e restauro dos bens que integram o património cultural imóvel, móvel e imaterial do País, assim como executar a política museológica nacional.

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