Novo romance de António Lobo Antunes é publicado a 20 de outubro

Último livro do escritor foi publicado em 2012.

O novo romance de António Lobo Antunes, "Da natureza dos deuses", chega às livrarias no próximo dia 20 de outubro, anunciaram hoje as Publicações D. Quixote, que chancelam a obra. Anteriormente, o escritor, de 73 anos, detentor de vários galardões, entre eles o Prémio Camões, publicou, em 2012, "Não é meia-noite quem quer".

No plano de edições para outubro desta editora do grupo LeYa está ainda previsto os novos romances de Mário Cláudio e de Salman Rushdie, e o de poesia de Nuno Júdice.

A abrir o mês, no dia 6, as Publicações D. Quixote, a celebrarem 50 anos, editam "Astronomia", de Mário Cláudio, um romance de cariz autobiográfico, segundo adiantou à Lusa fonte da editora.

"'Astronomia' é um romance lúcido, profundo e implacável sobre a vida de um escritor português", segundo a mesma fonte.

No dia 13 de outubro é publicado o novo título de Salman Rushdie, "Dois anos, oito meses e vinte e oito noites", uma obra inspirada "nas tradicionais 'lendas maravilhosas' do oriente, uma fascinante obra de ficção que combina História, Mitologia e uma narrativa de amor intemporal".

O livro "Crónicas Maldispostas", de Pepetela, que reúne uma seleção de crónicas do autor angolano, publicadas entre março de 2007 e agosto deste ano, na revista África 21, é publicado no dia 13.

No dia 31 é publicado o segundo romance do cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa, "A biografia do língua". "O narrador deste romance é um condenado à morte a quem é concedido um último desejo; e o que escolhe é contar uma história, mais precisamente a da vida do Língua, um escravo que falou aos sete meses de idade e teve direito a biografia encomendada pelo rei de Portugal", adianta a editora em comunicado.

A reedição de "A instrumentalina", de Lídia Jorge, obra publicada pela primeira vez em 1992, está prevista sair, com nova capa, no dia 27.

"Trata-se de uma narrativa particularmente depurada, escrita de um único fôlego, e onde, de forma comovedora, se patenteiam a ternura e a inocência de uma primeira paixão".

Outra reedição é "Afirma Pereira", de Antonio Tabucchi, cuja ação narrativa decorre em Lisboa no ano de 1938, período de ascenção dos regimes totalitários, e que o protagonista é um jornalista.

O novo livro de poesia de Nuno Júdice, "A convergência dos ventos", é publicado no dia 13, esdtando ainda prevista a saida, no mesmo dia, do romance "Butcher's Crossing", de John Williams, obra originalmente publicada em 1960, e d'"O carteiro de Pablo Neruda", do chileno Antonio Skármeta, no dia 20.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.