Novas aventuras do macaco gigante

"Kong: A Ilha da Caveira", Jordan Vogt-Roberts

Ao que parece, entrámos numa nova idade de King Kong (cujo lendário original, convém lembrar, data de 1933).
Neste caso, com uma transferência insólita e sugestiva para um contexto traumático em que está a terminar a guerra do Vietname - as personagens de alguns militares americanos procuram mesmo algo como uma redenção metafísica numa missão para desvendar os mistérios de uma ilha desconhecida no pacífico. Lá encontram o império do macaco gigante, Kong, com as marcas (e os monstros) de um tempo pré-histórico, alheio a todas as civilizações.


O argumento mais parece um esboço que alguém se esqueceu de concluir, desbaratando personagens e multiplicando clímaxes. Em todo o caso, o filme consegue conservar um certo espírito de "série B", fantasioso e divertido, capaz de suscitar a nossa cumplicidade.

Classificação: **

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Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...