Nova canção dos Moonspell em estreia no DN

Desastre é a terceira música do novo álbum da banda portuguesa a ser conhecido. 1755 é lançado na próxima semana e antes disso será apresentado ao vivo em Lisboa e Porto

A cerca de uma semana do lançamento de 1755, o DN disponibiliza em exclusivo uma nova canção do novo álbum dos Moonspell. Depois de "Todos os Santos" e "Evento", "Desastre" é a terceira música a ser conhecida do disco que retrata o grande terramoto de Lisboa.

O 12º álbum da banda é o primeiro a ser cantado completamente em português. O novo disco de originais dos Moonspell, que começou por ser um projeto de EP com quatro temas, tem 10 canções e será lançado no dia 3 de novembro.

Mas ainda antes do seu lançamento oficial, os Moonspell vão tocar na íntegra o novo álbum ao vivo em três concertos: no Lisboa ao Vivo, nos dias 30 e 31 de outubro, e no dia 1 de novembro, data em que se assinala mais um aniversário do terramoto de 1755, no Hard Club, do Porto. Os bilhetes dão ainda direito à edição em CD ou vinil do trabalho da banda portuguesa.

Além de ser cantado em português, o novo álbum tem a participação de Paulo Bragança e traz outras particularidades na carreira dos Moonspell, com grande destaque para as composições sinfónicas e o recurso aos coros épicos, definidos pela própria banda como de "pompa wagneriana". Novidades a serem conhecidas numa reportagem que o DN vai publicar no próximo fim de semana sobre 1755.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Adeus, futuro. O fim da intimidade

Pelo facto de dormir no quarto da minha irmã (quase cinco anos mais velha do que eu), tiveram de explicar-me muito cedo por que diabo não a levavam ao hospital (nem sequer ao médico) quando ela gania de tempos a tempos com dores de barriga. Efectivamente, devia ser muito miúda quando a minha mãe me ensinou, entre outras coisas, aquela palavra comprida e feia - "menstruação" - que separava uma simples miúda de uma "mulherzinha" (e nada podia ser mais assustador). Mas tão depressa ma fez ouvir com todas as sílabas como me ordenou que a calasse, porque dizia respeito a um assunto íntimo que não era suposto entrar em conversas, muito menos se fossem com rapazes. (E até me lembro de ter levado uma sapatada na semana seguinte por estar a dizer ao meu irmão para que servia uma embalagem de Modess que ele vira no armário da casa de banho.)