Natalie Portman ausente dos Óscares devido à gravidez

Nomeada pelo filme Jackie, a atriz faltará à cerimónia de entrega dos galardões da Academia de Hollywood e aos prémios Spirit

É a primeira baixa anunciada para a noite mágica de Hollywood. A atriz Natalie Portman, nomeada para o Óscar de melhor atriz pelo seu desempenho no filme Jackie, vai estar este domingo ausente da cerimónia de entrega dos galardões da Academia de Hollywood, devido ao avançado estado da sua gravidez.

"Devido à minha gravidez, não posso assistir aos prémios Spirit nem aos Óscares. Sinto-me muito honrada em ser homenageada ao lado dos meus colegas e desejo-lhes um incrível fim de semana", afirmou a atriz num comunicado divulgado sábado pela publicação especializada Variety.

Em Jackie, Natalie Portman desempenha o papel de Jacqueline Kennedy durante o assassinato, em Dallas, do seu marido, o presidente dos Estados Unidos John Fitgerald Kennedy, bem como na preparação do funeral.

Esta é a terceira nomeação para Natalie Portman, depois de Closer - Perto Demais, em 2004, e Cisne Negro, em 2010, que venceu, quando também estava grávida.

Na categoria de melhor atriz principal estão também nomeadas Isabelle Huppert (Ela), Meryl Streep - nomeada pela 20.ª vez com Florence, uma diva fora de tom -, Ruth Negga (Loving) e Emma Stone (La La Land: Melodia de amor).

A lista de nomeados tem como destaque La La Land: Melodia de amor, o musical de Damien Chazelle que é um tributo ao cinema de Hollywood e que conta com 14 nomeações, além de Moonlight, drama de Barry Jenkins, com oito nomeações. A 89.ª cerimónia dos Óscares vai ser apresentada por Jimmy Kimmel.

Os Óscares são atribuídos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?