Museu de História Natural celebra a floresta e a poesia

Este fim de semana é especial no museu da Rua da Escola Politécnica. Fala-se de comida saudável e cozinha molecular e há um vislumbre do renovado Jardim Botânico de Lisboa

"Porque é que o hambúrguer de atum e feijão branco é mais saudável do que o de carne?". Sentada no chão, ao nível das crianças, Raquel Barata, coordenadora do serviço educativo do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), lança a pergunta aos mais novos numa cozinha improvisada, com ervas aromáticas e legumes de faz-de-conta a servirem de cenário. Plantas na minha comida, uma exposição que andará pelo país, é um projeto europeu para sensibilizar as crianças para a alimentação saudável e sustentável. "Como é que as frutas vêm da América? Porque é que devemos consumir produtos portugueses?".

Amanhã, além de aprenderem com Raquel Barata que a gordura vegetal, como o azeite, é mais saudável do que a de origem animal, e que "quando forem ao supermercado com os pais devem preferir o que é português", o museu recebe uma equipa da Science for All que explica o que é isso da cozinha molecular (às 14.30).

Este sábado é um dia especial na oferta cultural dirigida às famílias no Museu de História Natural e da Ciência, pensados para uma celebração tardia do Dia da Floresta e do Dia da Poesia (aconteceram na quarta-feira). Além da introdução à dieta mediterrânea, via cozinha molecular, há explicações sobre o que se passa na nossa cabeça. O workshop chama-se O cérebro trocado por miúdos!, um mergulho no interior do cérebro humano para descobrir, entre outras coisas, como se distingue o doce do amargo ou o macio do áspero. Acontece entre as 11.00 e as 17.00.

Outro programa agendado para sábado é a visita (mediante inscrição prévia) à zona visitável do Jardim Botânico, com as explicações de Raquel Barata, continuando até ao Príncipe Real e à galeria subterrânea do Loreto, pela mão da historiadora Bárbara Bruno do Museu da Água. "Falamos da história do jardim, inaugurado no século XIX, e termina em outro jardim, o de São Pedro de Alcântara", explica a coordenadora do serviço educativo, também botânica, ao DN. Começa às 15.30.

A propósito deste espaço de mais de 3 hectares, este sábado, a partir das 11.00, Raquel Barata, que também foi uma das pessoas envolvidas na candidatura das obras de requalificação do Jardim Botânico ao Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa, prepara uma breve apresentação do que foi feito e que, ainda esta primavera, será aberto ao público. Para já, espreita-se o jardim do varandim. Um varandim verde que foi, também ele, recuperado.

[A notícia foi modificada às 11.45. Corrigida a data das atividades que terão lugar este sábado, dia 24, no Museu Nacional de História de História Natural e Ciência, em Lisboa]

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