Museu de Braga ganha coleção de arqueologia "única no mundo"

O Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, recebe, na sexta-feira, 23 de fevereiro, uma coleção constituída por um conjunto de peças de mármore e mosaicos, entre as quais uma "grande escultura" de uma figura togada romana.

Sete grandes esculturas em mármore e um mosaico romanos chegam na sexta-feira a Braga, ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, onde se juntam a outras peças da coleção privada do casal alemão Marion Buehler-Brockhaus e Hans Peter Buehler. No total são cerca de trinta peças de uma coleção iniciada em 1959, que durante o ano serão mostradas ao público numa grande exposição, um dos momentos altos das comemorações do centenário do museu de Braga.

O anúncio foi feito em comunicado divulgado hoje pela Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), que acrescenta que outros destaques da coleção - "única no mundo" - são uma escultura da cabeça do imperador Trajano e um torso de militar em mármore.

Segundo a DRCN, as peças fazem parte da coleção particular do casal alemão Marion Buehler-Brockhaus e Hans Peter Buehler e a sua doação ao Museu D. Diogo de Sousa "constituirá um dos momentos mais marcantes da comemoração do centenário" desta instituição.

"Faz parte desta coleção um vastíssimo leque de objetos de diversas proveniências e cronologias, desde o Mundo Egípcio, Grego, Etrusco e Romano, entre outros", refere o comunicado.

Entre as peças, encontram-se esculturas em mármore, bronze e terracota, mosaicos romanos, vasos cerâmicos gregos e etruscos, unguentários romanos em vidro, utensílios, equipamentos e adornos em bronze e metais nobres.

Estas peças destinam-se a uma "grande exposição" de Arqueologia do Mundo Clássico do Mediterrâneo, sem referir a data.

A DRCN explica que o gosto do casal Buehler-Brockhaus pela arte e arqueologia se revelou na sua juventude, levando-os a estudar estas temáticas e a visitar sítios arqueológicos e museus um pouco por todo o mundo, tendo começado a adquirir peças de arte clássica desde cedo.

A génese desta coleção particular de arqueologia remonta a 1959, quando Hans Peter adquiriu a sua primeira peça, tendo-se perpetuado até os dias de hoje.

O casal de origem alemã está radicado em Portugal, em Setúbal, há cerca de 11 anos.

A criação oficial do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa ocorreu em 28 de março de 1918.

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