Museu de Arte Antiga recebe novos vigilantes na terça-feira

Neste fim de semana a maior parte das salas ainda estarão fechadas mas DGPC garante que terça-feira já haverá reforço de pessoal.

Nas últimas duas semanas, a maior parte das salas do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa (MNAA), têm estado fechadas ao público por falta de vigilantes, situação que deverá ser regularizada na próxima terça-feira, adiantou ao DN fonte oficial da Direção-Geral de Património Cultural (DGPC).

"O procedimento concursal para contratação externa deverá ser concluído até amanhã [hoje], e os vigilantes agora contratados entram ao serviço na próxima terça-feira, sendo que o museu fecha à segunda", explicou a mesma fonte.

A falta de vigilantes no MNAA é uma situação que se arrasta já há algum tempo. Lembre-se que, no início de setembro do ano passado, quando participou na Escola de Quadros do CDS, António Filipe Pimentel alertara para a situação: "São 64 pessoas para 82 salas abertas ao público. De certeza absoluta que um destes dias há uma calamidade no museu." O diretor da instituição referiu ainda nessa ocasião que "a esta altura todas as tutelas dispõem de toda a informação".

A reação da tutela só chegou no início de novembro, na sequência do derrube de uma escultura no museu, quando o Ministério da Cultura anunciou um reforço de três vigilantes até ao final de 2016, assegurando ainda o lançamento de concursos neste ano para preencher mais 37 vagas nos espaços dependentes da DGPC.

Um reforço insuficiente que tem levado a direção do MNAA a, de forma intermitente, fechar algumas salas. E há duas semanas um aviso no site do museu dava conta do encerramento completo de três pisos por falta de vigilantes. Situação que levou o museu a cobrar apenas metade do preço normal pelas entradas.

Já nesta semana, o Grupo de Amigos do MNAA tentou dar uma ajuda, pondo em marcha a iniciativa "Vamos lá reabrir o MNAA", que pretendia, "com recurso aos próprios amigos do grupo, assegurar a abertura total do museu", explicou ao DN José Blanco. "Mas fomos informados pela direção do museu que, por indicações superiores, não poderíamos avançar", explicou o presidente do grupo. Na terça-feira espera-se um regresso à normalidade.

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