Morreu Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park

Cantor tinha 41 anos e um passado com problemas com álcool e drogas. Investigação aponta para "um aparente suicídio"

O site TMZ avança, esta quinta-feira, que Chester Bennington morreu. O site diz ainda que o vocalista dos Linkin Park cometeu suicídio.

Bennington, 41 anos, e de acordo com fontes da polícia, enforcou-se na sua casa em Los Angeles. O artista tinha seis filhos de duas mulheres.

O mesmo site acrescenta que o cantor tinha travado, ao longo dos anos, várias lutas contra as drogas e o álcool.

Chester Bennington era um amigo próximo de Chris Cornell, que também se suicidou, em maio. Cornell faria esta quinta-feira 53 anos.

Veja aqui imagens dos Linkin Park em Portugal.

Chester Bennington juntou-se aos Linkin Park em 1999, três anos após a formação da banda, que editou o seu álbum de estreia, "Hybrid Theory", em 2000. O disco, do qual fazem parte temas como "In the End", "Crawling" e "One Step Closer", vendeu dez milhões de cópias só nos Estados Unidos.

No passado, revelou ter pensado algumas vezes em suicidar-se por não conseguir lidar com o facto de ter sido abusado sexualmente em criança por um homem.

Os Linkin Park estrearam-se ao vivo em Portugal em setembro de 2003, com um concerto no Pavilhão Atlântico.

Entretanto regressaram várias vezes a Portugal, nomeadamente em 2004, para o festival Super Bock Super Rock, em Lisboa, em 2007, para o festival Alive, em Oeiras, em 2008, 2010, 2012 e 2014, para o festival Rock in Rio, em Lisboa, e, em 2009, para o festival Rock One, em Portimão.

Os Linkin Park foram, no passado fim de semana, foram cabeças de cartaz do festival Hellfes, em França.

A banda tinha um concerto marcado para 27 de julho, no Xfinity Center, em Mansfield, no Estado norte-americano de Massachusetts, no âmbito da digressão o seu mais recente álbum, "One More Light ", editado em maio.

A 28 de julho deveriam atuar em Nova Iorque.

Além dos Linkin Park, Chester Bennington fazia também parte dos Dead by Sunrise e foi vocalista dos Stone Temple Pilots, entre 2013 e 2015.

Ler mais

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.