Morreu a "eterna virgem" e musa de Ozu, Setsuko Hara

A atriz, um dos grandes rostos do cinema japonês, morreu aos 95 anos. Trabalhou ainda com realizadores como Kurosawa, Naruse ou Kinoshita

Foram menos de 30 anos no grande ecrã, em 95 de vida. A atriz japonesa Setsuko Hara morreu no passado dia cinco de setembro devido a uma pneumonia, deu conta a sua família apenas esta quarta-feira.

Hara começou a sua carreira nos anos 1930. Trabalhou com grandes mestres do cinema japonês, como Akira Kurosawa, em O Idiota (1951) ou Juventude sem Arrependimento (1949), Keisuke Kinoshita, em Here"s to the Girls (sem tradução portuguesa, 1949) ou Mikio Naruse, Meshi (1951).

Todavia, foi com o cineasta Yasujiro Ozu que estabeleceu a relação mais estreita, da qual se guarda, para a posteridade, o rosto de Setsuko Hara como o arquétipo da mulher em Ozu.

Tal como o próprio cineasta, a atriz nunca casou, ficando conhecida como a "eterna virgem". Quando, nos anos 60, se retirou do cinema, desapareceu da ribalta e deixou de dar entrevistas ou conceder que a fotografassem.

Trabalhou em filmes de Ozu como Primavera Tardia (1949), O Fim do Outono (1960), Fim de Verão / O Outono da Família Kohayagawa (1961) ou, o considerado por muitos como a obra-prima do realizador, Viagem a Tóquio (1953).

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