Mestres do design dos anos 80 estão no MUDE

Os 'mestres' do design dos anos 80 apresentam-se no piso 1 do Museu do Design e da Moda, em Lisboa. A maioria das peças nunca tinha sido saído das reservas.

Um dos sete núcleos da exposição mostra algumas peças da coleção Worlds End assinada por Vivienne Westwood e Malcom McLaren, empresário dos Sex Pistols. Chamaram-lhe Piratas e Piratarias, remetendo não só para os nomes das peças da designer de moda britânica, mas também para a apropriação e transformação que se faz nesta época.

John Galliano, Claude Montana. Thierry Mugler, Alain Mikli, Azedine Alaïa, Romeo Gigli, Sonia Rykiel, Comme des Garçons, Issey Miyake e Jean-Charles de Castelbajac são alguns dos designers representados na exposição "Os Iconoclastas dos Anos 80", que pode ser vista no piso 1 do Museu do Design e da Moda, até ao dia 31 de agosto. As peças fazem parte da coleção Fracisco Capelo, aquela que deu origem ao museu, agora a completar o seu quinto aniversário.

Os anos 80 e 90 são particularmente fortes na coleção, refere a diretora, Bárbara Coutinho."São dois grandes momentos. Quer quantitivamente, quer qualitativamente", diz. A curadora de moda, Anabela Becho, acrescenta: "É nessa altura que ela se afirma como coleção. Muita coisa foi comprada aos próprios criadores", explica.

E, para esta exposição, algumas foram recuperadas, nomeadamente o vestido de Madame Grés, "um dos últimos que fez". Grés foi, de resto, a última casa de alta-costura francesa a "vender-se" (como a própria dizia) ao pronto-a-vestir.

"Não nos interessava contextualizar no sentido clássico", diz a diretora do museu. A intenção de "Os Iconoclastas dos Anos 80" é mostrar uma década que é mais do que o revivalismo de que se fala.

Do lado do design do produto, Bárbara Coutinho destaca, por exemplo, a 'conversadeira' de Andrés Branzi, um dos mais importantes nomes do design da década de 80. O autor está a preparar uma exposição retrospetiva para o museu de Bordéus e cinco peças fazem parte do acervo do MUDE.

Peças portuguesas, apenas um armário de Pedro Silva Dias, um estrado de Souto Moura e um vestido de Manuela Gonçalves. As demais esperam uma grande exposição de nomes portugueses desta altura, revela Bárbara Coutinho.

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