Rock in Rio. Maroon 5 adorados

85 mil espetadores presentes no Rock in Rio, muitos deles para aclamar a banda norte-americana que se rendeu ao sentido de ritmo dos portugueses.

A grande enchente deste sábado no Parque da Bela Vista deve-se muito aos Maroon 5. Não havia um espaço vazio no grande recinto do Rock in Rio durante o espetáculo de hora e meia da banda de Adam Levine. Notou-se grande dinâmica profissional, sem paragens entre as músicas, além das condições luminotécnicas de excelência.

Não houve uma única música que o público português não conhecesse, desde o arranque com Animals. One More Night e Stereo Hearts põem a guitarra-ritmo afinada no reggae. A multidão empolga-se com as canções e um homem trintão pega no smartphone, faz uma chamada-vídeo e começa a dançar com a namorada ausente.

O funky Harder to Breathe, com Adam Levine a multiplicar-se em falsetes, é uma piscadela de olhos aos Jamiroquai. Lucky Strike deve o ritmo dançante ao pé no bombo da bateria de Matt Flynn, enquanto Wake Up Call reaviva outro fantasma, o de Michael Jackson, nesta festa funk.


A programação electrónica do que parece o som de um hélice entra em rotação constante na canção Love Somebody. E de repente será que temos The Police no Rock in Rio? Não, são ainda os Maroon 5, a cantar Maps, com Adam Levine a confundir-se com Sting nos seus maneirismos vocais.

This Love inicia-se só com as vozes de Levine e do público a plenos pulmões, e termina com um solo de guitarra do vocalista, que quer provar que não sabe só cantar. Depois, uma longa jam serve para apresentar os músicos um a um, antes do momento soul da noite com Sunday Morning.

O espetáculo está com bom andamento, com o capricho de ser poupado à chuva - do mesmo não se podem vangloriar as outras estrelas que passaram neste dia pelo Palco Mundo (sobretudo os D.A.M.A.). Já com uma hora em palco, os Maroon 5 têm mais duas prendas para o seu público: os populares Payphone e Daylight, embrulhados naquele rock esperançoso e certinho à moda dos Coldplay.

O encore começa intimista e acústico com a balada enfadonha Lost Stars (tema a solo de Adam Levine) e o início despido de eletrificação de She Will Be Loved. Moves Like Jagger, sem Christina Aguilera, faz levantar muita gente que já estava sentada no relvado mal tratado. E Sugar fecha o concerto, com Adam Levine a mostrar o seu apreço pelo incansável público português. Tudo parece bonito mas uma sensação de insipidez musical ficou sempre a pairar no ar.

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