Marni Nixon, a "voz invisível" de Hollywood, morre aos 86 anos

Provavelmente, a voz mais conhecida de uma anónima responsável por alguns dos momentos musicais mais marcantes da História de Hollywood

Foi voz dos números musicais de Audrey Hepburn no clássico My Fair Lady (1964), de Deborah Kerr no intemporal O Rei e Eu (1956) e de Natalie Wood no famoso West Side Story (1961). Marni Nixon, ou "a voz invisível" de Hollywood, encheu de talento muitas das fitas mais conhecidas da última década da Idade de Ouro do cinema. De acordo com Randy Banner, um amigo e aluno, Marni - nascida Margaret Nixon McEathron - morreu, este domingo, de cancro da mama.

Nixon nasceu em 1930, na Califórnia, e desde criança fez da música uma paixão: cantava em coros profissionais ainda antes de se tornar em soprano e descobrir o seu talento para "dar voz" aos momentos musicais cinematográficos.

Em 1949, forneceu pela primeira vez voz a um número musical de Hollywood, emprestando a Margaret O'Brien o seu talento numa adaptação de The Secret Garden. Quatro anos depois, era Marilyn Monroe a beneficiar do seu auxílio, trocando as notas mais altas do conhecido Diamonds are a girl's best friends - no filme Gentlemen Prefer Blondes (1953) - (que Monroe não conseguia atingir) pela voz de Nixon.

Marni acabou eventualmente por conseguir alguns pequenos papéis na indústria, incluindo o lugar de uma das freiras no A Música no Coração (1965) (Nixon canta "But her penitence is real" - na canção "Maria".)

Andou ainda pela animação - dando voz à 'avó Fa' no Mulan (1998) - pelo ensino - lecionando no California Institute of Arts e Music Academy of the West - e pela Broadway, participando em Follies de Sephen Sondheim e Nine de Maury Yeston.

Marnie Nixon deixa três filhos fruto do seu primeiro casamento com Ernest Gold, compositor de bandas sonoras (de quem se divorciou em 1969), reporta o The Guardian.

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