Margarida Sardinha. A arte digital que veio do Alhambra

Conheça a arte hipnótica de uma artista solitária.

Foram milhares as fotografias que Margarida Sardinha tirou ao Alhambra, o famoso complexo de palácios situado na cidade espanhola de Granada. Seguiu-se a escolha das imagens com que queria trabalhar. Em cada uma deles focou-se num detalhe e deitou mãos à obra. A partir daí, em computador, criou 30 "impressões bidimensionais com poliedros tridimensionais acoplados" e chamou ao conjunto Symmetry"s Portal. É com seis dessas obras que Margarida está representada na exposição Reflections na Opera Gallery, em Londres.

Pátio dos Leões – Consciência do Tempo “O poliedro está relacionado com a consciência. É uma imagem que reflete a mandala celta, os seus emaranhados”

O nome da artista portuguesa foi um dos primeiros que vieram à cabeça do curador Neil McConnon assim que começou a pensar no conceito desta exposição centrada na arte digital. Bastou-lhe ver depois alguns dos trabalhos que compõem a série para decidir que Margarida Sardinha seria uma das artistas convidadas.

Mirador de Linraja – A Relatividade da Luz “Este mirador é um dos mais belos sítios do Alhambra. Baseei-me na relatividade da luz”

"Não se parecem com nada que tenha visto antes. São muito bonitos e dualistas. Têm uma profundidade física interessante, que é proporcionada pelos objetos que se erguem da superfície. Quanto mais olhamos para eles mais coisas somos capazes de ver e de perceber. São hipnóticos, sedutores e recompensam a contemplação", afirma McConnon em declarações ao DN.

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