Mais do mesmo no feminino

Como Ser Solteira, de Christian Ditter

O título, numa inevitável conotação com livros de autoajuda, não tem nada a esconder. A ideia desta descentrada e ligeira comédia romântica é mesmo seguir a lógica que determina conteúdos de lazer como O Diário de Bridget Jones ou O Sexo e a Cidade (aliás, referências citadas no filme).

Percorre-se o estilo de vida de quatro solteironas - umas por opção, outras como estado temporário para outro patamar - que vivem na cidade, amorosamente esquizofrénica, de Nova Iorque. A definir-se um verdadeiro protagonista do filme, e também a sua maior qualidade, é esse espírito da Big Apple: o cinema que, não tendo grande coisa para dizer, se apoia narrativamente na especificidade do contexto local, já alcançou algum crédito. É então nessa febre que circulam as várias histórias, formando uma intriga geral básica, com determinadas ligações entre as personagens.

Digamos que, à falta de outras comédias do estilo "girls just wanna have fun", Como Ser Solteira pode perfeitamente cumprir os requisitos mínimos, beneficiando da enérgica e colorida respiração citadina e de algumas carinhas larocas...

Classificação: **

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