Livraria Lello estende Passadeira de Palavras

Em parceria com o Bairro dos Livros, a Livraria Lello está a promover uma "passadeira de palavras" de maneira a fomentar uma "celebração da língua e da literatura".

A Livraria Lello, no Porto, e a chancela editorial Bairro dos Livros convidam os portuenses a criar uma "Passadeira de Palavras", onde são desafiados a deixar uma palavra à sua escolha na página de Internet.

Até dia 14 de abril, a Lello, numa parceria com o Bairro dos Livros, lança um open call a "todos os que quiserem participar", com o objetivo de fazer uma passadeira física na "zona do corredor que une a livraria ao 'Shelter'", no Porto.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, fonte da livraria disse que a organização procura definir a cidade "com palavras que a representem e à literatura, num diálogo entre o passado e o futuro".

A Lello pretende, com este projeto, promover uma "celebração da língua e da literatura, parte fulcral da invicta" e, em nota, acrescentou que "para bom entendedor, meia palavra basta" ou, neste caso, basta uma palavra para participar.

A "Passadeira de Palavras" vai ser promovida no âmbito da comemoração do 110º aniversário da livraria ex-líbris da cidade, que se celebrou em janeiro deste ano.

"A Livraria Lello é 'a livraria' do Porto, o lugar onde se encontram, simbolicamente, 'todos os livros' e todas as palavras", pode ler-se no referido comunicado.

A participação neste projeto de intervenção artística em espaço urbano, que integra o Programa de Arte Urbana do Porto, pode ser feita através da página de Internet http://portowords.com ou diretamente na Livraria Lello.

A inauguração da "Passadeira de Palavras" terá lugar a 23 de abril, Dia Mundial do Livro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.