"Labanta braço, grita bô liberdade." Os Tubarões voltaram

VÍDEO. Nas ruas e em comícios, os Tubarões cantaram a independência de Cabo Verde após 1975. A icónica banda extinta em 94 regressa aos palcos. Encontrámo-la antes do concerto em Lisboa

Era a manhã do concerto. À porta do hotel, perto do Marquês de Pombal, um sujeito alto fumava um cigarro. Ao peito, um crachá em que estava escrito "Labanta braço, grita bô liberdade". Totinho, saxofonista dos Tubarões, a icónica banda cabo-verdiana que, nascida em fevereiro de 1969, cantou como nenhuma outra a transição para a independência daquela ex-colónia portuguesa a partir de 5 de julho de 1975.

Há vinte anos que não subiam juntos a um palco. A 15 de maio fizeram-no no Festival de Gamboa, na Cidade da Praia. Ontem, voltaram a fazê-lo no Cinema São Jorge, em Lisboa, fechando o festival Rotas & Rituais, que desde dia 22 celebrava os 40 anos de independência da África outrora portuguesa. Festival responsável, afinal, pelo crachá que Totinho portava com os versos da canção (do primeiro álbum da banda, Pepe Lopi, 1975) outrora na voz de Ildo Lobo, que desapareceu em 2004. "Levanta o braço e grita liberdade" cantava o crioulo. "Grita povo independente /Grita povo libertado."

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