Jorge Palma dedica Bairro do Amor ao grande amigo Zé Pedro

Jorge Palma atuou ontem à noite em Quarteira e dedicou emotivo tema ao seu "grande amigo" Zé Pedro

"Zé Pedro, há 27 dias apenas trocámos aquelas mensagens - ias subir ao palco do Coliseu, mandei-te um punho erguido e tu desejaste-nos (a mim e ao Sérgio Godinho) um bom concerto em Oliveira de Azeméis - neste momento não me ocorre grande coisa, a não ser que a tua baixa deixa um enorme vazio por aqui, meu amigo sincero - 'té já, companheiro" partilhou Jorge Palma na sua página oficial do Facebook.

O músico atuou ontem à noite em Quarteira, no Algarve, e interpretou o tema Bairro do Amor, dedicando-o a Zé Pedro. "A próxima chama-se Bairro do Amor e eu quero dedicá-la ao meu grande amigo Zé Pedro", disse Jorge Palma. O público respondeu com um longo aplauso.

O músico dos Xutos & Pontapés morreu ontem aos 61 anos. Hoje a partir das 16.00 realiza-se o velório no antigo Museu dos Coches, em Belém.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.