João Ribas é o novo diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves

O curador João Ribas é o novo diretor do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, no Porto, tendo sido selecionado por concurso internacional, anunciou hoje o Conselho de Administração da Fundação de Serralves, em conferência de imprensa.

A presidente da Fundação, Ana Pinho, disse aos jornalistas que o até agora diretor adjunto do museu foi escolhido por unanimidade.

No final de setembro, a Fundação de Serralves anunciou a abertura de um concurso internacional "para seleção de um novo Diretor do Museu de Serralves, dado que o período de cinco anos" acordado com a anterior diretora, Suzanne Cotter, terminava no último dia de 2017.

"Com o aproximar das comemorações 30/20 em 2019 - 30 anos da Fundação de Serralves e 20 anos do Museu -, abre-se um novo ciclo que terá como pontos altos o reforço da projeção nacional e internacional de Serralves, o projeto de instalação e dinamização da coleção Joan Miró e a abertura da Casa de Cinema Manoel de Oliveira", acrescentou a fundação, que ressalvou então a manutenção de "uma ligação" de Cotter à instituição, nos primeiros meses deste ano, para acompanhar "a programação do Museu".

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.