Isabel Mota sucede a Santos Silva

Isabel Mota assume a presidência da Fundação Calouste Gulbenkian em maio de 2017.

O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) elegeu hoje Isabel Mota para a presidência da instituição, de acordo com um comunicado enviado às redações.

O mandato, com duração de cinco anos, começa a 3 de maio de 2017, altura em que cessa funções o atual presidente Augusto Santos Silva, que não pode ser reconduzido "nos termos da política de governo da Fundação". Segundo os estatutos da FCG, o presidente não pode ser eleito com mais de 70 anos.

"Tenho a consciência da honra, mas também da enorme responsabilidade que consiste em presidir a uma instituição cuja ação tem sido tão determinante em tantos domínios da nossa vida coletiva", diz Isabel Mota numa declaração que acompanha o comunicado da FCG sobre a eleição da nova presidente da instituição.

Isabel Mota é membro do Conselho de Administração da Gulbenkian desde 1999 (na foto, com o primeiro-ministro, António Costa, e Artur Santos Silva)

"Gostaria desde já de assumir três compromissos: o primeiro, com o futuro, prosseguindo o propósito de manter a Fundação a acompanhar os novos tempos, tanto em Portugal como nas diferentes comunidades que serve; o segundo, com os mais vulneráveis, que deverão ser os principais beneficiários da atividade da Fundação; por último, mas não menos importante, com a importância da arte e da cultura que nos dão a sabedoria e constituem os alicerces da tão necessária tolerância nos tempos conturbados em que vivemos", acrescenta a antiga secretária de Estado de governos de Cavaco Silva.

Isabel Mota, 65 anos, licenciada em Finanças, é membro executivo do Conselho de Administração da FCG desde 1999 e membro do Comité de Supervisão da Partex Oil and Gas Corporation.

É membro não executivo do Conselho de Administração do banco Santander Totta. Foi assistente do Instituto Superior de Economia e subdiretora geral do Gabinete para a Cooperação Económica Externa do Ministério das Finanças, entre 1978 e 1986, e Conselheira na Representação Permanente de Portugal, em Bruxelas (1986).

Do conselho de administração da Fundação fazem ainda parte Artur Santos Silva, Teresa Gouveia, Martin Essayan, José Neves Adelino e Guilherme de Oliveira Martins. Emílio Rui Vilar, António Guterres e José Gomes Canotilho são membros não executivos.

Primeira mulher e primeira licenciada em Finanças

Isabel Mota é a primeira mulher a assumir a presidência da Fundação Calouste Gulbenkian. A fundação, nascida em 1956, conheceu cinco presidentes: Azeredo Perdigão, Ferrer Correia, Victor de Sá Machado, Emílio Rui Vilar e Augusto Santos Silva. Com a sua eleição, a nova presidente torna-se a primeira presidente com formação em finanças. Os anteriores presidentes eram todos de Direito.