Greve dos funcionários encerra Soares dos Reis, Convento de Cristo e outros dois museus

Museus Soares dos Reis, de Arqueologia, Grão Vasco e Convento de Cristo estiveram encerrados devido à greve dos funcionários. Mosteiro de Alcobaça está parcialmente aberto

Porta fechada e um papel colado na porta com a mesma informação em várias línguas -- Encerrado.Greve -- foi o que encontraram hoje todos os que quiseram visitar o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

O mesmo aconteceu a quem quis visitar as obras primas de Vasco Fernandes no Museu Grão Vasco, em Viseu. "Encerrado por motivos de greve".

A greve dos funcionários dos museus convocada para esta sexta-feira resultou ainda no encerramento do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, e Convento de Cristo, em Tomar, segundo fonte oficial da Direção Geral do Património Cultural (DGPC), a entidade que tutela estes espaços.

O Mosteiro de Alcobaça abriu parcialmente, avança a mesma fonte.

A adesão no primeiro dia é de 55%, avançou esta tarde Artur Sequeira da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

A paralisação dos funcionários dos museus continua amanhã e repete uma ação que foi levada a cabo em 2017.

As queixas destes trabalhadores repetem-se, também. O número insuficiente de funcionários que trabalham nos 23 museus tutelados pela DGPC e a reivindicação de voltar a ter uma carreira específica para estas funções, iniciada no governo de António Guterres e interrompida no executivo de José Sócrates.

Outra razão que levou os sindicatos a convocar a greve foi, segundo Artur Sequeira ao DN, existirem "trabalhadores que já deviam estar integrados, mas que o ministério da Cultura empurrou para o PREVPAP [Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública]" Os trabalhadores dos museus exigem ainda o pagamento de trabalho extraodinário em 2017 que se encontra por liquidar e a reposição da sexta-feira santa como feriado.

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