GNR, Anselmo Ralph, Carminho confirmados no Sol da Caparica

A Costa da Caparica recebe mais uma edição deste festival, onde a língua portuguesa é rainha. GNR, Sara Tavares, Carminho, Linda Martini ou Miguel Araújo são alguns dos nomes já conhecidos de um cartaz que, além de música, inclui também cinema, poesia e artes plásticas.

Já lá vão cinco anos, desde que o Sol da Caparica deu à Costa, assumindo-se desde logo como uma celebração da língua portuguesa - cantada e não só. "Bastaram apenas cinco edições para o Sol da Caparica se afirmar como uma marca cultural muito forte, o que é um feito enorme, tendo em conta a história de outros festivais de verão e o facto de não sermos um festival dedicado a este ou àquele estilo musical, mas a toda a música lusófona", referiu António Miguel Guimarães, diretor artístico do festival, na conferência de imprensa de apresentação da edição deste ano do Sol da Caparica, que se realiza de 16 a 19 de agosto.

Esta vertente inclusiva e abrangente do festival ficou bem patente da Casa da Cerca, em Almada, onde também marcaram presença alguns dos artistas que irão passar pelos palcos do festival, como GNR, Sara Tavares, Frankie Chavez, Carolina Deslandes, Manuel Paulo, Linda Martini, Virgul, Miguel Araújo ou Jimmy P. Além destes, estão também já confirmados nomes como o angolano Anselmo Ralph, os são-tomenses Calema, o brasileiro Filipe Catto ou os portugueses Wet Bed Gang, Carminho, Expensive Soul, Piruka ou Rodrigo Leão.

"E muitos mais serão revelados no próximo mês", revelou António Miguel, ressalvando que o cartaz do Sol da Primavera não se limita à música, tendo também espaço para "as artes plásticas, a dança, a poesia ou o cinema de animação" - neste caso em parceria com o Festival Monstra. "Trata-se de um festival jovem e urbano, mas que decorre num espaço verde junto à praia e isso também faz toda a diferença", assinalou este responsável, perante a concordância da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, também presente na cerimónia.

"Trata-se de um festival dedicado à língua portuguesa, que só é a quinta mais falada no mundo, não é coisa pouca", referiu a autarca, deixando ainda uma palavra para a "excelência" do cartaz: "Sem artistas não haveria festivais e a nossa vida seria muito mais aborrecida". E para estes, os artistas, "o sucesso do Sol da Caparica é uma prova de vitalidade da própria lusofonia", como sublinhou ao DN André Henriques, baixista e vocalista dos Linda Martini, que regressam ao festival três anos depois. "Além de ser um local único, devido à proximidade da praia, é também uma oportunidade para rever amigos e estarmos todos juntos", refere o músico.

O festival recebe novamente a iniciativa Debaixo da Língua, do jornalista Rui Miguel Abreu, que nos últimos quatro anos tem realizado um conjunto de entrevistas a diversas personalidades ligadas à indústria musical, depois editadas também em livro. Nesta edição e além das conversas com personalidades como o jornalista Nuno Pacheco, os músicos Rita Redshoes, Sara Tavares, Rodrigo Leão, Slow J, Allen Halloween e Stereossauro ou o artista plástico +-, o programa inclui também apresentações da Lisbon Poetry Orchestra, um projeto de Alexandre Cortez, antigo músico dos Rádio Macau, que une a música com a poesia e irá declamar poemas de David Mourão-Ferreira, António Gedeão, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, Natália Correia, Ary dos Santos, Golgona Anghel, Nuno Moura, Alexandre O"Neill ou Mário Cesariny.

E como é da tradição, o último dia do festival será dedicado às crianças, que, entre muitos divertimentos e brincadeiras, terão também a oportunidade de assistir a espetáculos inéditos, como o concerto infantil escrito e composto por João Monge e Manuel Paulo, dois veteranos da música portuguesa que, depois dos Trovante e da Ala dos Namorados, se voltam a reunir no projeto Pátio das Cantigas, cantado pela voz de Inês Sousa.

Outro momento alto deste último dia será o concerto de Rita Guerra, inteiramente dedicado ao repertório dos filmes da Disney, concebido em exclusivo para o festival. "Era para ter sido apresentado no ano passado, mas devido a um problema de saúde não pude estar presente", explica a cantora, que promete "um espetáculo para todas as idades". A acompanhá-la, em palco, estará a banda da Academia Almadense, que irá interpretar temas de filmes como Bela e o Monstro ou Pequena Sereia, entre outros clássicos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Começar pelas portagens no centro nas cidades

É fácil falar a favor dos "pobres", difícil é mudar os nossos hábitos. Os cidadãos das grandes cidades têm na mão ferramentas simples para mudar este sistema, mas não as usam. Vejamos a seguinte conta: cada euro que um português coloca num transporte público vale por dois. Esse euro diminui o astronómico défice das empresas de transporte público. Esse mesmo euro fica em Portugal e não vai direto para a Arábia Saudita, Rússia ou outro produtor de petróleo - quase todos eles cleptodemocracias.