Festival dos Oceanos foi reconhecido internacionalmente

O Festival dos Oceanos ficou em segundo lugar na lista de eventos culturais nomeados para uma shortlist dos European Best Event Awards, cuja cerimónia se realizou hoje em Milão, Itália.

O Festival dos Oceanos foi distinguido nos European Best Event Awards, os primeiros prémios internacionais a reconhecer eventos de todas as áreas, como o segundo Melhor Evento Cultural Europeu de 2009. O grande vencedor, nesta categoria, foi "12th IAAF World Championship in Athletics Berlin 2009".

Para Ana Fernandes, directora-geral da Realizar, "este reconhecimento vem comprovar que esta é uma aposta ganha do Turismo de Lisboa, para cativar habitantes e turistas à capital portuguesa durante um mês fortemente influenciado pela sazonalidade. É, igualmente, um sinónimo do profissionalismo e da capacidade de organização de grandes eventos no nosso país".

Produzido pela Realizar, o Festival dos Oceanos é uma iniciativa do Turismo de Lisboa que, em 2009, se realizou entre 1 e 15 de Agosto, no Eixo Ribeirinho de Lisboa, subordinado ao tema do Ano Internacional da Astronomia. O Festival dos Oceanos regressa a Lisboa em 2011, entre 30 de Julho e 13 de Agosto. @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } A:link { so-language: zxx } A:visited { so-language: zxx }

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.