Festival "Andanças" festeja 20 anos a partir de segunda-feira em Castelo de Vide

O Festival Internacional de Danças Populares é realizado junto à albufeira de Póvoa e Meadas até ao dia 9 deste mês e espera receber cerca de 40 mil visitantes.

A 20.ª edição do festival "Andanças" vai decorrer, a partir de segunda-feira, em Castelo de Vide, Portalegre, numa área de 28 hectares preparada para receber cerca de mil artistas de todo o mundo.

O "Andanças" - Festival Internacional de Danças Populares, promovido pela Associação para a Promoção da Música e Dança PédeXumbo, é realizado junto à albufeira de Póvoa e Meadas até ao dia 09 deste mês, esperando receber cerca de 40 mil visitantes.

"Estamos a festejar os 20 anos do festival e criámos novas áreas, com mais oferta cultural para os visitantes", disse hoje à agência Lusa a coordenadora da iniciativa, Ana Martins.

O "Andanças" é um festival que assenta em "quatro pilares": dança/música, voluntariado, comunidade e ambiente/sustentabilidade.

Contando, na parte logística, com cerca de mil pessoas, incluindo uma "grande fatia" de voluntários, o festival desafia os visitantes a "abandonar" a postura de espetadores para poderem assumir um "papel ativo" nas atividades realizadas.

De acordo com a organização, este ano vai também ser criado um novo espaço, inspirado nos palcos tradicionais de encontro e de interação social pela dança.

"O palco "Terreiro` é a novidade. Neste palco vão decorrer apresentações de projetos musicais mais ligados à ruralidade, à tradição pura e dura", disse.

Com cerca de 500 atividades artísticas espalhadas pelo recinto, o "Andanças" vai também contar este ano, pela primeira vez, com uma feira de instrumentos tradicionais, onde os construtores de instrumentos irão mostrar e vender os seus trabalhos, partilhando técnicas e conhecimentos com os festivaleiros.

Pelos 11 espaços programados do festival vão passar mais de 50 grupos e projetos musicais, num total de cerca de mil artistas, havendo ainda espaço para a realização de oficinas de dança durante o dia e bailes à noite.

As "mais de 130 oficinas de dança" vão oferecer ritmos e coreografias dos vários continentes, com danças tão diferentes quanto tarantellas de Itália, círculos dos Balcãs, mazurcas da Polónia, urbanas, clássicas indianas, afro-colombianas, sapateado, forró, samba, bachata, swing, rock n'roll, cabo-verdianas, angolanas, africanas tribais, galegas, bascas, mirandesas e açorianas, entre outras.

De acordo com Ana Martins, na última edição, o "Andanças" recebeu "cerca de três mil crianças" e este ano vai contar com um espaço "privilegiado" para os mais novos e respetivas famílias, tendo sido criadas oficinas de dança nas vertentes de capoeira, colombianas, indianas, moçambicanas, portuguesas e urbanas, entre outras.

Em declarações à Lusa, o presidente do município de Castelo de Vide, António Pita, afirmou que o festival assume uma "importância muito grande" na economia local, sustentando que, nesta altura, começa a "escassear" a oferta hoteleira na região.

"Neste momento, começa já a escassear a resposta à muita procura para pernoita, não só nos hotéis, como também em casas particulares, pois há uma maior adesão de pessoas que preferem ficar em casas para alugar", disse.

Além da música e da dança, o "Andanças" tem ainda para oferecer aos visitantes oficinas de artes plásticas, de gastronomia e de artes e ofícios, cinema, sessões de contos, oficinas de naturalistas, circo e teatro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.