Feira Internacional de Madrid assegura a organização da ARCOlisboa até 2020

A Feira Internacional de Madrid (IFEMA) vai continuar a organizar a ARCOlisboa até 2020, de acordo com um protocolo assinado hoje pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, à margem da inauguração da ARCOmadrid.

As edições de 2016 e 2017 da ARCOlisboa "correram francamente bem" e com este protocolo vai-se fazer "um trabalho ainda mais sólido nos próximos três anos", até 2020, disse Fernando Medina em declarações à agência Lusa.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, assinaram esta manhã um acordo e um protocolo com a IFEMA - ARCOmadrid que enquadra a presença da ARCOlisboa até 2020.

A continuação da ARCOlisboa vai levar a uma maior proximidade "do centro da arte contemporânea" e vai permitir "a visita de muitos colecionadores, muitos investidores e muitos apreciadores de arte contemporânea", sublinhou Fernando Medina.

Segundo dados da autarquia de Lisboa, a segunda edição da ARCOlisboa, realizada em 2017, contou com a participação de 58 galerias, incluindo 23 portuguesas, e foi visitada por mais de 10 mil pessoas em quatro dias.

A edição de 2018 vai ter mais de 60 galerias, nacionais e internacionais, de 17 a 20 de maio de 2018, mais uma vez na Cordoaria Nacional.

Para o presidente da Câmara Municipal, a realização desta feira em Lisboa "também significa uma grande oportunidade de internacionalização das galerias portuguesas, que conseguem entrar num circuito que, de outra forma, lhes estaria vedado".

Fernando Medina foi um dos convidados na inauguração pelos reis de Espanha da 37.ª edição da ARCOmadrid, que tem 208 galerias de 29 países, entre as quais 15 portuguesas e outras 15 brasileiras.

A feira internacional de arte contemporânea de Madrid, uma das mais importantes a nível internacional, que encerra as suas portas a 25 de fevereiro, abriu este ano com uma controvérsia, depois de a exposição de fotografias "Presos Políticos na Espanha Contemporânea" ter sido retirada a pedido da organização da feira que considerou que "a polémica" suscitada "prejudica" a "visibilidade" das restantes obras.

A série de 24 fotografias de Santiago Sierra, já vendida por 80 mil euros, consiste nas imagens, em pixel, de "detidos conhecidos", como Oriol Junqueras (independentista ex-vice-presidente do Governo catalão), dos jovens acusados de agredir dois guardas civis (o correspondente à GNR portuguesa) em Alsasua (Navarra) ou de ativistas do 15M (movimento de cidadãos que realizou uma manifestação em várias cidades espanholas a 15 de maio de 2011).

A maior parte dos diários espanhóis têm notícias da polémica com chamadas na primeira página.

O El País afirma que a "Arco sofre pela primeira vez a censura política de uma obra" de arte e acrescenta que "o mundo da arte critica a retirada da instalação".

Por seu lado, o El Mundo sublinha que "a censura na Arco reabre o debate sobre os limites da arte".

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