Fado, música eletrónica e todos os finalistas em palco

No primeiro ensaio para a grande final de sábado, Salvador Sobral ensaiou apenas no fim

A final portuguesa da Eurovisão começa com fado. Ana Moura e Mariza representam os fadistas portuguesas, cantando "Sou do Fado" e "Barco Negro", respetivamente. Depois do toque tradicional, os Beatbombers mostram, durante o desfile das 26 bandeiras e dos concorrentes que a tradição se pode ligar à modernidade da música eletrónica.

Para o ensaio, os cantores ainda se sentaram na green room, mas depois saíram para os bastidores, de onde foram seguindo a ordem de atuação, para o primeiro ensaio da grande final de sábado, 12 de maio. Primeiro, a Ucrânia com o seu fogo de artifício, seguida de um par que vai pisar pela primeira vez o palco da Altice Arena com público: os espanhóis Amaia e Alfred, com a sua romântica "Tu Canción".

A coreografia arrojada e a música desafiadora de Lea Sirk surge em seguida. "Havala, ne!" foi escrita pela cantora eslovena em "10 minutos", como a própria explicou na conferência de imprensa depois da semifinal de quinta-feira, e por isso já está cansada das "sua repetições". A irreverência de Lea Sirk levou-a também a dizer que queria mudar o cabelo. A cor mantém-se, mas no ensaio desta tarde estava mais curto.

O momento seguinte com Ieva Zasimauskaitė ajuda o público a respirar. Com a sua doce canção "When We're Old" mostra os pais, avós e amigos em projeções vídeo por alguns segundos. Depois de uma interpretação sentada no palco, a lituana levanta-se e encontra o seu marido numa das pontes do palco.

Antes de a Áustria entrar em palco há um momento para se limpar o piso. Cesár Sampson começa a sua atuação numa plataforma elevatória, que vai descendo à medida que "Nobody But You" avança. O canto lírico entra em palco pela voz de Elina Nechayeva, da Estónia. Mais uma vez com o número das projeções no vestido - com estrelas, porque a cantora sonhava ser astronauta em criança -, que é um dos trunfos de "La Forza".

O vencedor da Eurovisão em 2009, Rybak, entra em palco em sétimo lugar. A Noruega traz um tema pop com desenhos nos ecrãs para explicar "That's How You Write A Song" (É assim que se escreve uma canção, em português).

Portugal entra em oitavo lugar. Cláudia Pascoal e Isaura ainda não cantaram para o público. Mas já fizeram alguns ensaios e depois de alguns acertos fizeram já uma atuação como a que vão apresentar ao júri esta noite, amanhã no family show e depois à noite na grande final, que é transmitida na televisão.

Depois de Portugal entra o Reino Unido, um dos Big Five apurado diretamente para a final. "Storm" é a música de SuRie, em palco sozinha, apenas com alguns LED e fogo-de-artifício no final. O Reino Unido mostra que está para ficar na Eurovisão, independentemente do Brexit.

Durante o vídeo da Sérvia segue-se mais um momento de preparação do palco. Sanja Ilić & Balkanika sobem ao palco tirando partido da máquina de vento. Michael Schulte da Alemanha é o senhor que segue no palco. Canta sozinho, projetando desenhos atrás de si.

Depois da atuação de dois dos Big Five (Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Itália), entra em palco a Albânia. Eugent Bushpepa e a sua canção "Mall" foram apuradas na primeira semifinal.

Segue-se mais um dos Big Five, França. Os Madame Monsieur são um dos favoritos à vitória. Em palco têm um número muito sóbrio, com uma canção que é uma homenagem aos refugiados. A música "Mercy" é inspirada num bebé que nasceu no Mediterrâneo.

Mikolas Josef da República Checa é o próximo a entrar em palco. Apesar de não poder fazer piruetas, devido à lesão que sofreu nos primeiros dias, mantém o número animado, com muitos passos de dança e a sua icónica mochila.

Os vikings tomam o seu lugar no palco. O dinamarquês Rasmussen canta uma lenda viking com quatro companheiros, num ambiente de tempestade nórdica. A neve chega a Lisboa.

A australiana Jessica Mauboy é a cantora que se segue. A Austrália consegue o pleno de ir sempre às finais. "We Got Love" é a canção deste ano. Foi apurada na noite passada para a final e esta tarde regressou para o ensaio sem sinais de cansaço. Sozinha em palco, não para de dançar e está à altura da energia dos fogos-de-artifício durante a canção.

Depois de uma breve referência à primeira vencedora da Eurovisão, que morreu a 24 de março, Lys Assia, o espetáculo segue para as oito últimas canções.

A Finlândia, com Saara Aalto, abre a última sequência de atuações, com uma atuação que começa com a cantora de "Monters" a girar.

Bulgária e "Bones" são os sons que seguem. Com uma rápida mudança de adereços em palco, os cinco Equinox mostram porque são um dos países favoritos à vitória.

Depois do dramatismo búlgaro, cantam os DoReDos, da Moldávia. O trio disse ao DN que se conseguir divertir o público durante os seus três minutos já ganhou. A vocalista apareceu no ensaio com um penteado diferente (o cabelo ondulado e numa trança apanhada) da semifinal de quinta-feira.

Benjamin Ingrosso canta com a sua plataforma de LED que faz com a sua atuação se pareça com um videoclip. O cantor sueco voltou a ter um pequeno atraso na atuação do ensaio, no ensaio da semifinal teve de atuar em último devido a um problema com as luzes.

E agora um corte radical. A Eurovisão dá as boas vindas ao metal. São os AWS da Hungria e a sua canção cheia de fogo e um vocalista descalço.

Netta de Israel entra em palco. A sua canção "Toy" chegou a Lisboa como a favorita para vencer, mas foi entretanto caindo nas apostas. Para a final, apresenta uma introdução diferente.

As sonoridades country vêm este ano da Holanda. Waylon viveu vários anos nos EUA onde atuou com grandes cantores country. Voltou para o seu país onde continua a cantar as sonoridades americanas. À Eurovisão traz uma banda masculina que é também o seu grupo de bailarinos.

Uma das surpresas da final: a Irlanda. A coreografia que conta a história de um casal gay é a marca distintiva desta canção.

A antepenúltima a entrar em palco é a grande favorita: Eleni Foureira. "Fuego" mantém a Arena animada. A cantora que representa o Chipre mantém a energia em cada subida ao palco.

Itália fecha as atuações dos países concorrentes. Ermal Meta e Fabrizio Moro trazem um manifesto de coragem contra o terrorismo.

Depois das atuações, as apresentadoras mudam de roupa. Algo que não aconteceu nas semifinais. E ainda há tempo para mais uma atuação enquanto se vota: Branko e Sara Tavares, uma antiga concorrente da Eurovisão, com Dino D' Santiago, Mayra Andrade e Plutónio.

Durante um momento em que se fala sobre os fãs, Suzy, ex-corrente portuguesa, aparece.

Salvador Sobral decidiu fazer o ensaio com Caetano Veloso depois de a imprensa sair da Altice Arena e não durante o ensaio geral.

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