Espanha mostra-se em Portugal e traz um El Greco

A quarta edição da Mostra Espanha estende-se ao país todo e leva mais de cem eventos a 13 cidades portuguesas. Do teatro à fotografia ou à música, entre setembro e dezembro.

Estávamos na casa dedicada ao português que se perdeu de amores por uma espanhola. José e Pilar. Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago, na manhã de ontem, em que eram apresentados os mais de cem eventos que compõem a programação da Mostra Espanha 2015, bienal de cultura espanhola em Portugal que, na sua quarta edição, se estende a todo o país por 13 cidades, de Valença do Minho a Faro, entre setembro e dezembro.

É uma invasão de quem quase entra em casa, ou não fosse "20% do território português fronteira" tal como o é "5 a 6% do território espanhol", lembrava o arquiteto Paulo Durão, responsável pelo Seminário Fronteiras, que gira em torno do conceito de não fronteira, central nesta mostra. O pedido para que a programação se estendesse a 13 municípios portugueses - outrora ocorria em cinco - partiu de pedidos das próprias entidades municipais, contava Feliciano Novoa, chefe da cooperação cultural do Ministério da Cultura espanhol.

As honras fazem-se em grande com El Greco. Mais concretamente com os 127 x 106 cm do seu quadro A Sagrada Família com Santa Ana, datada entre 1590 e 1595, que a 14 de setembro chega ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa. Integrada no ciclo do museu Obras Convidadas, a obra que pertence ao Museu de Santa Cruz, em Toledo, e cuja figura vestida de verde, ao fundo, foi descoberta num restauro de 1982 e apontada como possível mecenas, estará patente no MNAA até 10 de janeiro. No dia da abertura da Mostra Espanha 2015, será recebida pelos secretários de Estado da Cultura dos dois países e acompanhado pela cerimónia de entrega do Prémio Luso-Espanhol Arte Cultura 2014 à escritora Lídia Jorge.

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