E os melhores atores são... Joana Bárcia, João Pedro Vaz e Miguel Nunes

A 10.ª edição do Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA, em que os melhores profissionais são eleitos pelos colegas, distinguiu hoje os três atores

O talento e o desempenho nos filmes Cinzento e Negro e Cartas da Guerra valeram esta noite novas distinções a três atores portugueses.

Na 10.ª edição do Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA - um prémio de atores para atores, que tem como principal objetivo tornar visível o seu trabalho em Portugal -, que decorreu esta noite no Teatro da Trindade, em Lisboa, Joana Bárcia venceu pela sua interpretação no papel principal do filme Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha, enquanto João Pedro Vaz foi considerado o Melhor Ator Secundário e Miguel Nunes levou para casa o troféu Novo Talento, ambos pelos seus desempenhos no filme Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira.

Numa cerimónia conduzida por Margarida Vila-Nova, também atriz, a GDA - Gestão dos Direitos dos Artistas, entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos, valorizando o trabalho dos artistas e promovendo o seu desenvolvimento humano e cultural e a sua proteção social, cumpre assim uma década de distinções, encerrando a cerimónia com a passagem de uma curta-metragem cuja produção foi apoiada pelo programa com que a Fundação GDA financia, todos os anos, várias curtas-metragens. Será "O Homem de Trás-os-Montes", um dos filmes apoiados em 2016.

Além da estatueta, Joana Bárcia, de 45 anos e com muitos deles passados sobre um palco ou nos ecrãs, levará ainda para casa um cheque de 3 mil euros, cabendo a João Pedro Vaz, de 43, um de 2 mil euros e ao Novo Talento Miguel Nunes, de 29 anos, um prémio de mil euros.

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