É oficial: U2 não vêm a Portugal no próximo ano

Promotora tinha avançado com a possibilidade da banda irlandesa regressar a Portugal seis anos depois dos concertos em Coimbra

A promotora Ritmos & Blues anunciou hoje que não está confirmado qualquer concerto dos U2, em 2016, em Portugal, apesar de terem existido negociações para um regresso da banda a palcos nacionais.

"Nós nunca confirmámos concertos nenhum. Houve negociações, sim senhor, e tentativas, conversações, mas, por várias razões, não se confirma qualquer concerto deles. Fala-se que vão gravar um novo álbum, que estão parados", afirmou à agência Lusa o promotor Álvaro Ramos.

A hipótese de um regresso dos U2 a Portugal, em 2016, tinha sido avançada há vários meses pela promotora, em declarações à comunicação social, e que faltaria confirmar datas e locais. Hoje, na rede social Facebook, a Ritmos & Blues explica que não haverá qualquer concerto.

"Quando eles [os U2] voltarem a fazer concertos outra vez, pois aí veremos", afirmou à Lusa Álvaro Ramos, um dos fundadores da Ritmos & Blues, que tem sido a promotora responsável pela realização dos espectáculos da banda de Bono e The Edge em Portugal.

A última vez que os U2 estiveram em Portugal foi em 2010, com dois concertos no Estádio Cidade de Coimbra.

Dois dos últimos concertos dos U2 foram nos dias 7 e 8 de dezembro, em Paris, datas que foram remarcadas depois dos atentados de 13 de novembro na capital francesa.

A banda andou na estrada com a digressão "Innocence + Experience Tour 2015", que contou com vários concertos em cada cidade por onde passarm, dando preferência a recintos fechados, em vez de estádios.

O motivo para esta nova digressão é o álbum "Songs of Innocence", editado em 2014.

Por causa dos atentados de Paris, os U2 escreveram uma nova canção, intitulada "Streets of Surrender", que aborda o tema da violência e a crise dos refugiados.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Adeus, futuro. O fim da intimidade

Pelo facto de dormir no quarto da minha irmã (quase cinco anos mais velha do que eu), tiveram de explicar-me muito cedo por que diabo não a levavam ao hospital (nem sequer ao médico) quando ela gania de tempos a tempos com dores de barriga. Efectivamente, devia ser muito miúda quando a minha mãe me ensinou, entre outras coisas, aquela palavra comprida e feia - "menstruação" - que separava uma simples miúda de uma "mulherzinha" (e nada podia ser mais assustador). Mas tão depressa ma fez ouvir com todas as sílabas como me ordenou que a calasse, porque dizia respeito a um assunto íntimo que não era suposto entrar em conversas, muito menos se fossem com rapazes. (E até me lembro de ter levado uma sapatada na semana seguinte por estar a dizer ao meu irmão para que servia uma embalagem de Modess que ele vira no armário da casa de banho.)