Dois anos, dois prémios para a ceramista Maria Ana Vasco Costa

Uma parede de azulejos, numa casa na Ericeira deu à ceramista portuguesa Maria Ana Vasco Costa, pelo segundo ano consecutivo, um Prémio de Design de Superfícies, em Londres

Maria Ana Vasco Costa, vencedora em 2016, voltou a vencer na categoria de interiores dos prémios "Surface Design Awards", atribuídos hoje.

O trabalho, o único dos cinco com que concorreu a ser escolhido, consiste no uso de azulejos vidrados em três dimensões, em forma de losango, de cor azul do mar.

"A variação das diferentes dimensões geram ritmos e uma geometria na parede", descreveu a artista à agência Lusa.

O projeto é, mais uma vez, feito em conjunto com o arquiteto João Tiago Aguiar, com o qual também fez a parede de azulejos para o Restaurante Loco, em Lisboa, que no ano passado foi distinguida em Londres.

Em declarações à Lusa, hoje, após o anúncio do prémio, Maria Ana Vasco Costa mostrou-se surpreendida e satisfeita.

"Atualmente, não há ninguém a trabalhar desta forma em Portugal", afirmou, resumindo o seu trabalho como "uma intervenção artística com técnicas tradicionais".

Os azulejos são produzidos de forma artesanal em fornos a gás, com vidrados que usam apenas óxidos naturais e não corantes artificiais, e produzidos à medida para cada projeto.

"Basta uma alteração de temperatura para provocar uma variação de cor. Isto permite que todos sejam obras únicas", indicou.

Os prémios, disse, "são um reconhecimento e dão segurança à minha ideia". "A cerâmica tem um potencial enorme", enfatizou.

A também portuguesa Cândida Wigan, finalista na categoria de estruturas temporárias.

Os "Surface Design Awards" fazem parte da exposição "Surface Design Show", que abriu na terça-feira e encerra hoje, dedicada ao design e materiais para revestimento de paredes interiores e exteriores.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.