Dia e Noite dos museus. Para todos os gostos

De norte a sul do país, são 79 os museus, monumentos e palácios de 44 concelhos que assinalam estas duas datas, hoje e sábado, organizando nestes dias atividades que permitem ver e vivenciar os espaços de forma completamente diferente. E gratuita. Deixamos algumas sugestões para aproveitar este dia

Museu de Arte Antiga mostra reservas

Mais de 300 peças que normalmente estão guardadas nas reservas do Museu Nacional de Arte Antiga formam a mostra Obras em Reserva. O Museu Que não Se Vê, que é hoje inaugurada e até 25 de setembro vai ocupar o espaço de exposições temporárias. Pintura, iluminura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, livros, têxteis, ourivesaria, artes decorativas e mobiliário de diferentes épocas que, na sua maioria, poderiam estar sempre à disposição do público, apresentam-se, algumas pela primeira vez. Além de peças de inegável valor artístico, como a escultura egípcia Leão, do período ptolemaico (323 a.C.-30 a.C.), doada por Calouste Gulbenkian ao museu em 1952, há também quadros cuja atribuição foi revista, como um óleo erradamente atribuído ao pintor Lucas Cranach.

Teatro à noite no Castelo de São Jorge, em Lisboa

No sábado, com entrada gratuita a partir das 20.30, o Castelo de São Jorge tem previstas várias atividades até à meia-noite. Começando com a estreia da peça Abarca, uma desconstrução do universo farsesco, nesta noite especial o Castelo de São Jorge apresenta ainda o espetáculo Pessoas d"Ontem, com o Chapitô, uma demonstração de artes bélicas, danças com história, arqueologices e o Cortejo Real da Meia-Noite.

Dança, teatro e música no Grão Vasco, em Viseu

Revisitar de Leonor Barata e Patrícia Portela, uma performance que, através da dança e do discurso dramatúrgico, procura habitar, comentar e levantar questões sobre a exposição permanente do Museu Nacional Grão Vasco é a aposta desta instituição, que neste ano está a comemorar o seu centenário. Há sessões hoje, na sexta, 24, 26, 27, 28 e 31, sendo necessária pré-confirmação na bilheteira do Teatro Viriato.

Famalicão celebra a 34 metros de altura

É preciso subir dez pisos e percorrer 21 salas com exposições até atingir os 34 metros de altitude que mede a emblemática torre da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão. Daqui é possível aceder a um terraço que proporciona uma vista única e panorâmica sobre toda a cidade. O acesso habitualmente restrito vai ser aberto ao público, nos dias 18 e 21 de maio, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus. A visita guiada à torre da Fundação Cupertino de Miranda é de entrada livre e não necessita de marcação prévia. Tem uma duração aproximada de 30 minutos e a lotação é de dez participantes. Na visita será explorada a vista panorâmica sobre a cidade, que proporciona novas leituras das paisagens culturais que marcam o território. A torre da fundação, emblemática pelo seu revestimento azulejar da autoria de Charters de Almeida (n. 1935), pode ser visitada hoje, de hora em hora, entre as 10.00 e as 21.00, com exceção das 20.00 e no sábado às 14.00, 17.00, 18.00, 19.00, 21.00, 22.00 e 23.00. Esta é apenas uma das atividades previstas para os vários museus de Famalicão. Informação em http://www.vilanovadefamalicao.org.

À descoberta dos coutos de Alcobaça, da serra ao mar

Uma visita-percurso pelo território dos Coutos de Alcobaça, com enfoque na relação do mosteiro com o seu território e a sua importância no contexto nacional, é uma das propostas do Mosteiro de Alcobaça, que acontece no domingo, 22 de maio, entre as 09.30 e as 19.00, sendo necessária inscrição prévia através do e-mail visitas@malcobaca.dgpc.pt. E para assinalar a Noite dos Museus, no sábado, dia 21, às 21.00, está marcada uma visita orientada com o tema "Arte e espiritualidade na Igreja Setecentista de Alcobaça".

Visitas guiadas para miúdos e graúdos no Porto

Um peddy paper, hoje (às 10.30, 11.30, 14.30 e 16.30), pensado para o público infantil, propõe a descoberta dos vários espaços do museu. Também gratuita é a visita orientada que hoje (às 10.00, 12.00, 14.00, 16.00 e 18.00) dá a conhecer ao público em geral o museu e o Palácio dos Carrancas, onde está instalado. Teatro e música são duas outras atividades agendadas para hoje.

O Último Turno entra no Museu da Chapelaria

O Museu da Chapelaria, em São João da Madeira, volta a abrir as suas portas ao O Último Turno, para assinalar a Noite dos Museus. O texto deste espetáculo baseia-se no extraordinário romance de João da Silva Correia Unhas Negras, que retrata a classe operária chapeleira do início do século passado. No sábado, dia 21, às 22.00.

Teatro para todas as idades no Machado de Castro

Teatro de sombras (hoje entre as 10.00 e as 11.00 e no sábado entre as 21.00 e as 00.00), estreia da peça de teatro Prometeu (amanhã, dia 19, às 19.30), dança contemporânea no Pátio do museu (na sexta-feira, às 19.30) e inauguração da exposição Avesso da Norma (sábado, às 18.00) são alguns dos destaques da programação do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra. Para o público infantil (dos 6 aos 12) está programada uma visita dramatizada, O Guarda-Chaves, para sábado, entre as 21.00 e as 00.00.

O coração de Guimarães bate no Alberto Sampaio

Através do teatrinho de sombras Assim Nasceu Guimarães explica-se como e onde começou o coração de Guimarães a bater. Para sábado, às 21.30, está marcada essa viagem no tempo para falar de lugares, monumentos e personagens históricas ligadas às origens da cidade, com ponto de partida no Museu de Alberto Sampaio. Instalado no Centro Histórico de Guimarães, o museu propõe também, hoje às 15.00 e no sábado às 22.00, uma visita ao seu espaço e às suas coleções, que incluem 12 tesouros nacionais. É necessária marcação prévia através do e-mail masampaio.se@culturanorte.pt. Também no sábado, às 21.30, haverá um baile oitocentista. Numa organização do Paço dos Duques de Bragança que conta com a parceria da Academia de Bailado de Guimarães, os apaixonados pelas danças de sociedade são convidados a juntarem-se para aprender repertório de dança do século XIX.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.